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Produtividade com qualidade, um sonho possível

ATEG CAFÉ + FORTE
ESCRITO POR GISELE NISHIYAMA, DE VARGINHA
07/12/2022 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR

Aliar qualidade com produtividade na região da Mantiqueira. Um desafio e tanto vencido por meio do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Café+Forte do Sistema Faemg Senar, em conjunto com o produtor Reginaldo Rossi, do Sítio Pavão, em Olímpio Noronha, com a parceria do Sindicato dos Produtores Rurais de Carmo de Minas.

De acordo com o técnico de campo Leonardo Oliveira, o sucesso reflete a dedicação. “Reginaldo é um agricultor familiar muito empenhado em melhorar todos os processos produtivos da lavoura. Ele participou de muitos cursos de formação profissional rural na área da cafeicultura e leva muito a sério as recomendações técnicas e gerenciais realizadas durante a visita de campo. Ele se capacitou para conseguir aumentar a sua produtividade ao mesmo tempo em que realizou o sonho de produzir cafés finos de alta qualidade”.

O técnico Leonardo Oliveira (de óculos) e Reginaldo Rossi, na lavoura

Reginaldo possui uma lavoura com 4.000 pés, com espaçamento de 2,5 por 1. Em meio a tantos desafios encontrados, pode contar com a chegada do ATeG Café+Forte. “Passei de 40 sacas/ano por hectare para 93 sacas por hectare neste ano. Em 2022, tive mais de 80% da minha produção classificada como café fino, com pontuações entre 82 e 86 pontos. Com o ATeG, pude compreender melhor sobre manejo, desbrota, adubação e adubação foliar”.

Além disso, o cafeicultor conta que a troca de ideias foi o que proporcionou que ele focasse em pontos essenciais para uma alta produtividade, visto que antes não recebia nenhuma visita técnica e não havia nenhum agrônomo ou técnico que pudesse me orientar. “O Senar Minas me proporcionou isso e a visita mensal do Leonardo vem me ajudando cada vez mais”, reforçou.

Resultado que inspira

Leonardo Oliveira conta que, de um grupo de 30 produtores assistidos pelo ATeG Café+Forte, Reginaldo foi um dos destaques, tanto pela alta produtividade, quanto pela qualidade do café produzido.

“Ele conseguiu um resultado impressionante: alta produtividade com excelente qualidade e um alto desempenho em rentabilidade. O produtor ainda obteve uma excelente produtividade média no biênio (2020-2022), atingindo a marca de 66 sacas por hectare. Valores como esses são muito superiores aos valores da média nacional, que giram em torno de 25 sacas por hectare”, analisou Leonardo.

A lucratividade do biênio ficou na casa dos 70% e a relação custo/benefício teve um retorno de R$3,50 para cada R$1,00 investido. Segundo o técnico de campo, isso prova, “por A + B”, que produzir café aliando gestão, capacitação, empenho e dedicação é um negócio rural que dá retorno.

Reginaldo conta que o filho também já está se interessando pela atividade

Sucessão familiar

Para Reginaldo, outro fator importante para a motivação é o interesse do filho, Matheus Henrique, na atividade da família. O produtor vê como algo muito importante a sucessão familiar e a continuidade de um trabalho tão inspirador.

“Meu filho se empenhou em me ajudar e dar continuidade ao meu trabalho, visto que é bem feito e dá ótimo resultado. Outro ponto bastante relevante é que, com o incentivo do Senar Minas, estou participando de vários cursos, palestras, dias de campo e visitando fazendas experimentais como a Procafé. Tudo isto só agrega em conhecimento”, concluiu.