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Sistema promove debate sobre o Plano Safra 2026/2027

LIVE CONEXÃO
ESCRITO POR NATHÁLIA FERREIRA
07/07/2026 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR, INAES, FAEMG

Na última segunda-feira (6/7), o Sistema Faemg Senar reuniu lideranças sindicais de todo o estado para mais uma edição da Live Conexão Faemg Senar Inaes SPRs. O encontro, que integra o espaço permanente de diálogo mensal entre a diretoria da entidade e os Sindicatos de Produtores Rurais, teve como foco central uma análise detalhada do Plano Safra 2026/2027, abordando os impactos para a agricultura familiar e empresarial.

O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, conduziu a abertura do encontro, destacando a importância de oferecer e manter todas as lideranças informadas com dados técnicos em um momento decisivo para o planejamento da safra e aquisição de insumos.

Participando e contribuindo para as discussões, estiveram presente na live, o vice-presidente de Finanças, Renato Laguardia, o vice-presidente de Secretaria, Patrick Brauner, o superintendente do Senar Minas, Celso Furtado Júnior e o coordenador da Assessoria Sindical, Rogério Arantes.

A realidade por trás dos números
A apresentação técnica ficou a cargo de Mariana Simões, Gerente de Agronegócio, e Mariana Marotta, Analista Técnica de Agronegócio. Elas realizaram um raio-x das medidas anunciadas pelo Governo Federal, apontando uma discrepância entre o volume de recursos divulgado e a realidade que chegará, de fato, ao produtor rural.

"O que temos é um cenário onde o volume anunciado parece robusto, mas está inflado por recursos que não compõem o crédito tradicional", explicou Mariana Simões. Durante a análise, ainda foi destacado que na agricultura empresarial, houve redução nos recursos equalizados e a inclusão de linhas sem regulamentação clara, enquanto na agricultura familiar, apesar da manutenção de um cenário mais estável, também houve frustração pela falta de reajuste nos tetos de renda bruta.

O presidente Antônio de Salvo reforçou que o setor enfrenta dificuldades concretas: "O que nos preocupa é a falta de liquidez nas agências e a manutenção de taxas que, somadas aos encargos, tornam a operação inviável para muitos produtores. Sem o reajuste da renda bruta, estamos desenquadrando produtores que cresceram e que deveriam ter acesso a linhas melhores, não o contrário", afirmou Salvo.

Entre os pontos listados pela equipe técnica estão a ausência de anúncios sobre o fortalecimento do seguro rural, em um momento de incertezas climáticas, e a falta de medidas concretas para a renegociação de dívidas acumuladas.