
Dando continuidade à série de encontros virtuais voltados ao fortalecimento institucional e à aproximação com os presidentes dos sindicatos rurais, o Sistema Faemg Senar promoveu, nessa segunda-feira (6/4), a segunda edição do Live Conexão Faemg Senar Inaes SPRs. O encontro teve como tema o cenário da agropecuária mineira e brasileira em 2026.
Na abertura, o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destacou o evento Agro — A Força de Minas, realizado em 18 de março, que reuniu representantes de 581 cidades e mais de 6 mil participantes, evidenciando a força e a representatividade do setor agropecuário mineiro.

A live também marcou as boas-vindas a Patrick Brauner, que assumiu a vice-presidência de Secretaria do Sistema Faemg Senar. Segundo Salvo, Patrick chega para fortalecer a gestão e o apoio às demandas da Federação e dos Sindicatos de Produtores Rurais.

Panorama
Durante o encontro, foi apresentado o panorama das principais cadeias produtivas do estado. Nos grãos, o milho apresenta cenário de crescimento na produção, mas queda nos preços. A safra brasileira está estimada em 138,2 milhões de toneladas, alta de 2%, enquanto Minas Gerais deve produzir 7,5 milhões de toneladas, crescimento de 7%.
Na soja, a produção brasileira deve alcançar 177,8 milhões de toneladas, crescimento de 3,7%. Em Minas Gerais, a estimativa é de 7,5 milhões de toneladas, com alta de 0,3%. Os preços no estado apresentam retração de 4% frente a 2025.
No setor leiteiro, o início de 2026 foi marcado pela alta nos preços nos primeiros meses do ano, impulsionada pela valorização do leite UHT e do queijo muçarela. Apesar disso, a cadeia enfrenta desafios como importação recorde em março e custos elevados de produção.
Na pecuária de corte, a arroba do boi gordo registrou valorização de 18% em relação a março de 2025. O primeiro trimestre também apresentou forte valorização das categorias de reposição e exportações recordes. Entre os desafios estão os custos de produção e possíveis salvaguardas comerciais da China.
Para o café, a safra brasileira de 2026 está estimada em 66 milhões de sacas, crescimento de 17,1%. Minas Gerais deve responder por 32,4 milhões de sacas, favorecido pela bienalidade positiva. O setor aponta oportunidades na produção de cafés especiais, agregação de valor e uso de tecnologia, enquanto os principais desafios seguem sendo o custo elevado e a escassez de mão de obra.
Na cana-de-açúcar, a produção está estimada em 86 milhões de toneladas, com o Brasil mantendo a liderança mundial na exportação de açúcar. A alta do petróleo pode favorecer a competitividade do etanol, mas os custos elevados e o impasse na formação de preços seguem como desafios.
Já na silvicultura, Minas Gerais mantém posição de destaque, com 22% da área florestal nacional e liderança na produção de carvão vegetal. O setor aponta oportunidades na expansão em áreas degradadas e na intensificação tecnológica, enquanto enfrenta desafios como ciclo longo de produção, insegurança jurídica e custos logísticos.