Produto é alternativa para consumidores e oportunidade de negócio no campo
O mercado de leite A2A2 no Brasil é um nicho em rápida expansão, que vem ganhando espaço como alternativa para consumidores com sensibilidade à proteína beta-caseína A1, presente no leite convencional. Embora ainda represente menos de 1% do mercado de lácteos, a demanda por esse tipo de leite e seus derivados cresce de forma contínua.
No Triângulo Mineiro, principal bacia leiteira de Minas, a produtora rural Tatiane Barra, presidente do SPR de Capinópolis, transformou sua experiência pessoal em oportunidade de negócio ao investir em uma agroindústria familiar em Capinópolis com produtos à base de leite A2A2.
Com mais de 30 anos no cultivo de milho, soja e sorgo, Tatiane já planejava abrir um laticínio. Em 2023, ela testou o leite A2A2 em um curso do Sistema Faemg Senar e comprovou a eficácia dos produtos.
Hoje, são 180 animais em ordenha e cerca de 4 mil litros de leite por dia. Metade da produção é destinada ao próprio negócio, que fabrica iogurte, leite pasteurizado, requeijão, manteiga e doce de leite.
Desde janeiro de 2026, a marca Ah2 está no mercado e os produtos são distribuídos em supermercados e padarias de Capinópolis, Ituiutaba, Uberlândia, Canápolis, Araguari e Ipiaçu, com planos de expansão.
Em Perdizes, há dez anos o produtor Paulo Victor Machado, presidente do SPR, vislumbrou o potencial do leite A2A2 e começou os investimentos em genética animal. “Vi que era um mercado em expansão e passei a investir. Tem cliente que só compra o animal se for A2A2”, afirmou.
Para este ano, a expectativa da Fazenda Pavana é comercializar cerca de mil animais Girolando com genética para o A2A2.