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Resultado inicial do programa Diagnóstico da Pecuária Leiteira é animador

PECUÁRIA LEITEIRA
ESCRITO POR DENISE BUENO, DE PASSOS
13/05/2022 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR

Com 10 meses de trabalho, o projeto Diagnóstico da Pecuária Leiteira em Minas Gerais tem apresentado resultados positivos. Criado pela parceria entre Sistema FAEMG e SEBRAE com o intuito de promover o desenvolvimento econômico e sustentável de pequenos e médios produtores, o projeto terá duração de dois anos (2021/2023). A meta é a melhoria dos índices socioeconômicos e ambientais em 250 propriedades selecionadas e fornecer subsídios à proposição de políticas públicas em prol da pecuária leiteira de Minas Gerais.

A nível de Estado, 75% dos 250 produtores assistidos já tiveram incremento logo no primeiro ano de assistência, em comparação com o ano anterior ao início do trabalho de campo realizado pelos técnicos de campo do SENAR.

No Sudoeste de Minas, em Guapé, a propriedade do produtor Irineu Teixeira Andrade e sua esposa, Maria Fernandes, retrata a evolução dos trabalhos iniciados há 10 meses. Eles integram o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio por meio do projeto Diagnóstico da Pecuária Leiteira.

Atendidos pelo técnico Marcus Vinicius Oenning Silva, que assiste 14 propriedades para o Programa, o sítio de dois hectares representa bem a evolução dos produtores ao adotarem novas técnicas de manejo, respeitando as condições da propriedade e do rebanho.

Porteira adentro

O técnico trabalhou com o pastejo rotacionado de capim Mombaça e, em quatro meses, conseguiu melhorar a oferta de alimento para os animais e diminuir o custo do produtor com ração. São 28 piquetes para atender as sete vacas em lactação. Nesse período, os animais, que produziam de 15 a 16 litros/dia, passaram a produzir 20 a 25 litros/dia, um aumento de 56%. “O resultado foi muito bom e o produtor está feliz com a economia gerada com o pastejo rotacionado, uma vez que o seu maior custo era com alimento”.

Segundo Marcus, a economia gerada com a mudança no manejo chega a 60%. Ainda segundo o técnico, o período de chuvas foi muito favorável para a formação dos piquetes, uma vez que o capim Mombaça só desenvolve com a adubação e água. “No período da seca a produção tende a cair, mas no futuro vamos implantar um sistema de irrigação para reduzir a silagem e tentar manter os animais com alimentação a pasto”. A próxima meta do grupo é padronizar o rebanho.

Os produtores Irineu e Maria e o técnico Marcus Vinícius

Mais equilíbrio e mais renda

“Estamos chegando a um ano de Projeto, e é possível observar que, através do trabalho dos 32 técnicos em campo e com quatro supervisores dando todo o suporte, já temos um custo de produção do litro do leite mais equilibrado. Isso, aliado ao aumento da produtividade por área, proporciona mais renda ao produtor rural, maior lucratividade. Estamos conseguindo, assim, atingir os principais objetivos da iniciativa, que são aumentar a eficiência da pecuária leiteira em Minas Gerais, aumentando a sua competitividade e melhorando a qualidade de vida das famílias no meio rural”, ponderou Ricardo Tuller, analista técnico da Gerência de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema FAEMG e coordenador do projeto.

“Nós agradecemos ao SENAR por nos dar a oportunidade de termos um técnico em nossa propriedade, para nos orientar com o ATeG. Estamos satisfeitos com os resultados e trabalhando para que possamos melhorar cada dia mais a criação e produção, mesmo a nossa propriedade sendo pequena. Juntos realizaremos mais projetos”, elogiou a produtora Maria Fernandes Souza.