Produtor de Bocaiuva explica como tornou seu negócio rentável e sustentável
A bovinocultura de leite está na família de Ronaldo Agostinho da Cruz há muitas gerações. Apesar da consolidação no ramo, o produtor de Bocaiuva, no Norte de Minas, viu a necessidade de atuar de forma mais profissional e planejada para escapar das oscilações do mercado. Nos últimos anos, ele adotou mudanças, sendo a principal delas o uso do sistema de pastejo rotacionado.
“Trouxemos os animais para três hectares, que é uma área intensiva. Foi quando vi que era possível crescer na atividade. Os animais andavam muito e hoje se tornaram vacas mais produtivas, se alimentando melhor”, explicou.
Com maior produção e a gestão do negócio fluindo, Ronaldo passou a valorizar outra tradição da família: a produção de queijos. São produzidas 250 peças de queijo por semana. Para 2026, a ampliação da estrutura da agroindústria do leite e derivados já está em andamento, com investimentos de mais de R$ 150 mil em obras.
“Dentro da atividade leiteira temos desafios. Para dinamizar o leite e não ficar refém do mercado, hoje eu entrego 60% da produção e o restante fica para os queijos. Alguns produtores não enxergam a atividade como empresa, e é preciso ter este olhar clínico. Hoje tenho todo o processo de gestão anotados para avaliar se a atividade está sendo lucrativa”, destacou.