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Família investe em derivados de búfala e amplia produção

JORNAL EM CAMPO
ESCRITO POR LÍLIAN MOURA, DE VIÇOSA
10/06/2026 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR, FAEMG

Quando José Eduardo e Francinete Bicalho decidiram buscar uma nova fonte de renda para a fazenda da família, não imaginavam que a resposta viria da produção artesanal de derivados de leite de búfala iniciada na cozinha de casa. A chegada do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Agroindústria Derivados Lácteos transformou a atividade em um negócio, que está em plena expansão e mudou a rotina e os planos de toda a família.

Hoje, a Queijaria Brejaúba, em Dionísio, é destaque e exemplo regional do impacto do Programa de Habilitação Sanitária do ATeG Agroindústria, iniciativa do Sistema Faemg Senar voltada à regularização e fortalecimento das agroindústrias rurais mineiras.

A Queijaria Brejaúba é uma das 283 agroindústrias em Minas Gerais que foram acompanhadas pelo programa, em vigor desde 2021. Com ele, os produtores recebem suporte técnico para regularização sanitária, ambiental e estrutural dos empreendimentos. Na área de atuação do Escritório Regional de Viçosa, 20 agroindústrias já receberam acompanhamento do programa, fortalecendo pequenos negócios rurais e criando oportunidades de renda no campo.

A história

Com o apoio do ATeG, os produtores passaram a investir em capacitação e aprimoramento da produção. “Todas as receitas, modo de gerenciar e conduzir o negócio, nós aprendemos com o ATeG e com cursos do Senar”, relata Francinete.

O que começou com apenas seis litros diários de leite evoluiu rapidamente. Atualmente, a produção chega a 160 litros por dia, com 24 búfalas em lactação. “Tudo que estamos produzindo hoje é graças ao ATeG. A presença do Sistema Faemg Senar foi uma virada de chave nas nossas vidas”, afirma o casal.

O crescimento da produção e a aceitação dos produtos pelos consumidores locais fomentaram a necessidade de estruturar uma agroindústria adequada às exigências legais. Nesse processo, a família contou novamente com o suporte técnico do Sistema Faemg Senar para planejar a construção da estrutura e regularização do empreendimento.

A nova agroindústria está em fase de conclusão, equipada conforme as exigências sanitárias e estruturais. Todo o projeto foi acompanhado pela técnica especialista do Programa de Habilitação Sanitária do ATeG Agroindústria, Drielly Marcondes. A expectativa dos produtores agora é conquistar o selo de inspeção regional e ampliar a comercialização dos produtos, que incluem doce de leite, queijos, requeijão, iogurte e ricota.

“Esse trabalho uniu a nossa família”, resume Francinete. O casal comemora o envolvimento dos filhos Fernando e Júlia no crescimento da marca. “Meu filho voltou para casa para trabalhar na agroindústria e minha filha, mesmo morando em outro país, criou a identidade visual e  atua na divulgação da marca”, conta a produtora satisfeita. “O Sistema Faemg Senar nos apresentou um universo de possibilidades. Espero que esse trabalho seja conhecido e aproveitado por todos os produtores!”, disse José Eduardo.

Programa de Habilitação Sanitária

O trabalho é associado à Assistência Técnica e Gerencial das cadeias de agroindústria e atua diretamente no suporte para registro sanitário de estabelecimentos e produtos, consultorias para projetos agroindustriais, além de demandas relacionadas à regularização do setor.

O atendimento também contempla orientações sobre rotulagem de alimentos, adequação técnica dos empreendimentos, análise de Cadastro Ambiental Rural (CAR), regularização do uso da água, licenciamento ambiental simplificado e habilitação ambiental das propriedades.

Além da atuação técnica, a equipe participa da revisão e discussão de regulamentos voltados especialmente às queijarias artesanais, promovendo articulações com instituições e associações de produtores para adequação das normas sanitárias. O programa ainda realiza palestras, capacitações e orientações técnicas.