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ATeG consolida produção de frutas vermelhas em Machado

ATEG FRUTICULTURA
ESCRITO POR LUCIANA RICARDINO, DE PASSOS
09/02/2026 . SISTEMA FAEMG, SENAR, FAEMG

Tradicionalmente reconhecida pela força da cafeicultura, Machado, no Sul de Minas Gerais, vive uma nova fase no campo. A cidade está na sétima safra de frutas vermelhas e, ao longo da última década, a atividade vem se consolidando no município, impulsionada pela diversificação das propriedades, pelo apoio do poder público municipal e pelo suporte do Sistema Faemg Senar, por meio de cursos de capacitação e do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

O município tem cerca de 50 produtores de frutas vermelhas e 30 estão sendo atendidos pelo ATeG Fruticultura. A amora é a principal cultura, com destaque para as cultivares Brazos e Tupy, além da framboesa e do mirtilo. Segundo a técnica do ATeG Fruticultura em Machado, Paula Lima Dias, o período de colheita vai de outubro a dezembro para a cultivar Brazos. Já a cultivar Tupy é mais tardia, com safra cheia entre novembro e dezembro. Após esse período, é realizado o manejo de poda dos cachos, permitindo que a planta continue produzindo até junho, em menor escala, quando os produtores aproveitam para comercializar a fruta in natura, agregando maior valor à produção.

Sebastião, esposa Maria Aparecida e filha Nicole na lavoura de amora

Entre os pioneiros da atividade está Sebastião dos Santos, que, ao lado da esposa Maria Aparecida Maciel e das filhas, diversificou a produção e ajudou a projetar Machado no cenário nacional das frutas vermelhas. “O ATeG fez um baita trabalho aqui comigo. Hoje sabemos exatamente quanto gastamos e conseguimos planejar melhor”, afirma. Em uma área de meio hectare, Sebastião cultiva cerca de quatro mil pés de amora, sendo dois mil da variedade Brazos, de característica mais azeda, e dois mil da variedade Tupy, mais doce. A produção média anual chega a aproximadamente 12 toneladas.

Outro destaque do grupo de ATeG é o produtor Ari Moraes Caproni. A principal atividade de Ari são as amoras, porém ele é o maior produtor de mirtilo do grupo. Na propriedade, são 1.500 pés de mirtilo, com produção anual estimada em quatro toneladas, além do cultivo de amoras, que chega a cerca de 15 toneladas por ano. “Nós estamos iniciando agora a produção de iogurte e doce de leite usando essas frutas. E o excedente é vendido”, relata o produtor.

Ari, produtor de amora e mirtilo

Na produção de framboesa, o grupo conta com Leda Mara Begali Mezavila Corsini, maior produtora da cultura, com cerca de 2 mil pés, reforçando a diversidade e o potencial da fruticultura no município.

“Cerca de 90% dos produtores não faziam anotações de nada, principalmente da parte gerencial. Hoje, eles sabem exatamente quanto ficam os custos de produção, além de receberem as orientações técnicas. Antes, misturavam uma cultura com outra. A maioria é produtora de café, e o ATeG ajudou também a gerenciar melhor outras culturas, além das frutas”, explica Paula Lima Dias.

Os resultados do ATeG se refletem na diversificação produtiva, na organização da gestão, na agregação de valor e no fortalecimento da agricultura familiar, mostrando que o Sul de Minas vai muito além do café.