Tradicional na produção de goma, o município de Rio Pardo de Minas recebeu o curso de Alimentação na Pecuária Bovina - Silagem, feno, forragem verde, mistura mineral e concentrado. O treinamento foi oferecido pelo Sistema FAEMG/SENAR/INAES, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município.
A ideia de promover esse curso surgiu porque o técnico do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Olericultura Ronaldo de Almeida percebeu, durante os atendimentos, que a maioria dos produtores não desfrutava de partes nutritivas da mandioca, como a raspa da casca e a parte aérea da planta.

“Como as atividades da produção de goma são intensificadas em apenas alguns meses do ano, no restante do tempo, os produtores se dedicam a outras atividades, como a produção de leite e derivados. Então, com outras partes da mandioca, podem alimentar o gado também”, explicou.
O supervisor do ATeG na região, João Thomaz Cruz Silva, reforçou a importância da sustentabilidade financeira. “Aproveitar essa oportunidade é um fator essencial para o sucesso. Por meio dos pilares do ATeG de adequação tecnológica e capacitação profissional, os produtores agora, podem explorar recursos que antes passavam despercebidos e obter mais renda”.

O gerente regional do Sistema FAEMG/SENAR/INAES, Luiz Rodolfo Antunes Quaresma, disse que a iniciativa está inserida dentro de uma “pecuária moderna, eficiente no aproveitamento de tudo o que é produzido na terra e, por isso, também mais sustentável”. De acordo com ele, o uso da parte aérea das plantas de mandioca e do sub-produto da agroindústria da mandioca para a alimentação animal é uma grande oportunidade, “com alto valor nutricional aos ruminantes e sem desperdícios para a propriedade”.
“Antes, jogava tudo fora e, gora, não tem desperdício. Aproveito a massa, a raspa, a maniva, que tem bastante proteína. É época de colher mandioca, e o curso já deu resultado para mim! Aprendi a colocar as coisas na caneta e entender o que compensa”, comemorou o produtor Rondinei de Oliveira Lucas.

“O curso foi importante demais! Já estou há muito tempo trabalhando e, mesmo assim, aprendi coisas novas. Tenho gado em uma propriedade e, em outra produzo mandioca que é a minha principal fonte de renda. Então, a ração ficou mais barata, pois passei a utilizar a raspa”, contou o produtor Eleandro Dias de Souza.