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Novos mercados para apicultores do Norte de Minas

PARCERIA
ESCRITO POR ANA MEDEIROS, DE MONTES CLAROS
12/04/2021 . SISTEMA FAEMG, SENAR, FAEMG

A Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas (Coopemapi), com sede em Bocaiúva, manifestou interesse em participar dos projetos ATeG/Agro.BR, de incentivo à exportação e ao aumento da presença de pequenos e médios produtores rurais no comércio exterior, e do Campo Certo, que busca a formalização de produtores a partir da organização da cadeia produtiva, para a entrada em novos mercados no país.

A adesão ocorreu durante reunião de alinhamento para ativação dos programas com o presidente da cooperativa, Luciano Fernandes, nessa quinta-feira (8). O encontro virtual contou com a participação do consultor do escritório estadual do AgroBR, Ricardo Abreu, e dos representantes do Sistema FAEMG/SENAR/INAES: a gerente Técnica, Aline de Freitas Veloso; o gerente de Assistência Técnica e Gerencial, Bruno Rocha de Melo; o coordenador do Programa AgroNordeste, Ricardo Tuller; o analista de agronegócios Wallisson Lara Fonseca; e o gerente regional do Sistema em Montes Claros, Dirceu Martins.

O Agro.BR incentiva pequenos e médios produtores a entrarem no mercado internacional. É uma iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Já o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Sistema FAEMG/SENAR/INAES ajuda produtores a desenvolverem seu negócio para exportação. Com apoio das federações, o Sistema CNA está estruturando o projeto piloto entre os dois programas.

A inclusão da Coopemapi no projeto piloto no estado é resultado do trabalho que a cooperativa já vem realizando. Em 2020, 30 dos 347 cooperados exportaram as primeiras 15 toneladas de mel para EUA e China e já estão em negociação com a Europa, a partir de Portugal e Alemanha. “Para nós do Norte de Minas, a assistência técnica do SENAR MINAS é muito importante e está se estruturando cada vez mais. Agora, com o Agro.BR, vai fazer uma diferença muito grande”, afirmou o presidente da Coopemapi. 

Para potencializar a exportação, Luciano Fernandes sugere a participação da cooperativa em feiras internacionais, apresentação dos produtos a mais compradores, rodadas de negócio e reforço da qualidade do mel da região. Essas ações também estão previstas no escopo do Agro.BR. Por conta da pandemia, para 2021, estão sendo planejadas atividades virtuais. O consultor Ricardo Abreu propôs promover um treinamento para os apicultores da Coopemapi sobre as práticas da cultura exportadora. 

“Com o aceite da cooperativa em participar desse projeto piloto, vamos trabalhar a adesão de mais produtores, que estão nos grupos de ATeG na região, para a Coopemapi, e dar continuidade nas ações do Agro.BR, ofertando a capacitação sobre comercialização internacional”, explicou Aline de Freitas Veloso.

“Como a Coopemapi já possui SIF internacional e já está apta do ponto de vista da qualidade e segurança alimentar dos seus méis, será mais uma oportunidade de dar visibilidade ao produto, que tem todo o apoio do Sistema FAEMG, em treinamentos e nos grupos assistidos pelo programa ATeG”, disse Dirceu Martins. Na região, o programa atende oito grupos, cada um de 30 apicultores. Conforme diagnóstico prévio, além da cadeia da Apicultura, a da Fruticultura também tem potencial para entrada no ATeG/Agro.BR. 

Campo Certo

A Coopemapi também aceitou o convite para integração ao Programa Campo Certo. O projeto, ainda em construção, tem como objetivo estimular e orientar produtores para organização e formalização da cadeia produtiva com entrada em novos mercados, com melhor remuneração e maior sustentabilidade econômica à atividade. "Nosso foco é promover a ascensão social dos produtores rurais, por meio da organização com seus pares, e com o apoio do SENAR, tanto com o ATeG como as capacitações de formação profissional”, destacou Bruno Rocha de Melo.

O próximo passo, envolvendo a Coopemapi, será a identificação de questões necessárias para a regularização dos produtores rurais vinculados à cadeia da apicultura. São orientações, como a formalização no âmbito da Secretaria de Fazenda, registro no órgão de inspeção sanitária e melhoria no processo de produção de embalagens e rótulos, e ações do SENAR MINAS de auxílio aos apicultores e a agroindústria do mel vinculada à cooperativa.

O Programa Campo Certo buscará parcerias com entidades públicas e privadas, além de supermercados e comércio varejista, para garantir o apoio necessário à formalização dos produtores e à comercialização. A Associação Mineira de Supermercados (AMIS) integrou-se à rede de parceiros, fortalecendo ainda mais o projeto.