
Presidentes e representantes dos sindicatos dos produtores rurais de Rio Novo, Ubá, Rio Preto e Descoberto, na Zona da Mata, e Madre de Deus de Minas, na região do Campo das Vertentes, participaram nessa terça-feira (10/3) de uma reunião virtual com o gerente executivo do Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes), Bruno Rocha de Melo, analistas do instituto e o analista técnico do Escritório Regional do Sistema Faemg Senar em Juiz de Fora, Gustavo Martins. A agenda abordou os objetivos e regras do programa Compras Coletivas, do qual passam a integrar a partir de agora.
Criado em 2025, o programa nasceu de uma demanda percebida no campo. “O produtor não tem controle sobre o preço de venda. Para aumentar a margem de lucro, ele tem que mexer nos custos, e a compra coletiva é uma forma estratégica de conseguir isso”, explica Bruno. Atualmente, o programa é utilizado para compra de insumos de diversas cadeias. O produtor leva sua necessidade ao sindicato ao qual é associado, que reúne todas as informações necessárias para a compra e repassa ao Inaes, responsável pela busca de fornecedores e negociação de melhores preços. O diferencial é que a compra é feita no nome de cada produtor, gerando a nota fiscal para a empresa rural e transparência na transação.
De acordo com Bruno, a regional de Juiz de Fora se destaca no programa devido ao empenho do escritório em divulgar a ação e à grande adesão dos produtores. Com os cinco novos integrantes, passa a 16 o número de sindicatos que compraram a ideia. “Acreditamos que dessa forma também vamos fortalecer o sindicato, mostrando que juntos temos mais a ganhar”, disse o presidente do SPR de Rio Novo, Henrique Jesus Fakin.
Vantagens
Entre os objetivos do programa Compras Coletivas estão um maior poder de negociação, redução do custo logístico, acesso a novos fornecedores e insumos, mais previsibilidade e planejamento, além do fortalecimento do associativismo rural. “O grande produtor tem condição de fechar uma carreta de soja e arcar com esse custo. Quem compra pouca quantidade acaba pagando mais caro por não ter poder de barganha”, explica Bruno.
Além disso, o Inaes faz um estudo para saber qual a melhor época para a aquisição de cada insumo. “Antecipar as compras para fugir da alta demanda é mais uma forma de conseguir preços melhores”, completa o gerente.
Gustavo Martins reforça a importância da participação dos sindicatos em ações coletivas. A função do Sistema Faemg Senar é auxiliar os produtores com técnica, mas também na gestão. É assim que conseguimos melhorar a produção e, consequentemente, a vida das famílias do campo”, ressalta.