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Apicultura ganha comissão e elenca desafios do setor

COMISSÕES TÉCNICAS
ESCRITO POR JANAINA ROCHIDO, DE BELO HORIZONTE
30/05/2023 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, FAEMG

Desafios com formalização da produção, mortandade de abelhas e comercialização são os principais desafios da recém-criada Comissão Técnica de Apicultura do Sistema Faemg Senar, que realizou sua primeira reunião na segunda-feira (29), em Belo Horizonte. A apicultura é uma cadeia que vem crescendo em representatividade no agro, mas ainda precisa de apoio para estruturar apiários e aprimorar a gestão dos negócios.

O presidente da nova CT é Cezar Ramos Júnior, de Bambuí. Para ele, a comissão é uma oportunidade de “fazer diferente” e desenvolver projetos para o segmento. “São vários desafios e demandas porque o estado é bem grande. Um dos maiores é o mercado, então pode ser que isso incentive a organização do setor com regularização, rastreabilidade e tributos”, analisa.

Cezar Ramos Júnior, presidente da nova comissão

A comissão é formada por apicultores, instrutores e técnicos de campo do Senar, representantes de Sindicatos Rurais e analistas do Sistema Faemg. Cezar ressalta que, com esse grupo, será possível apoio para trabalhar em todas as frentes. “Vamos precisar de cada um representando a comissão em sua região, divulgando regionalmente as ações e o trabalho dos Sindicatos”, disse.

“A comissão tem grandes condições de crescimento e vai potencializar o mel e seus derivados, que passaram a ser ainda mais consumidos na pandemia, especialmente a própolis”, avaliou Antônio Pitangui de Salvo, presidente do Sistema Faemg. Ele e o vice-presidente de Secretaria, Ebinho Bernardes, compareceram à reunião e ressaltaram que a criação da comissão é um marco para o Sistema Faemg e para os apicultores mineiros.

Participantes da 1ª reunião da CT

Incentivo do ATeG

Para Lucas Oliva, analista de Assistência Técnica e Gerencial do Sistema Faemg que acompanha o grupo, a iniciativa é um avanço muito grande, posto que a meta das comissões é detectar os gargalos de cada cadeia e trabalhar para resolvê-los. “A partir da agora, pretendemos que as ações avancem nesses próximos dois anos para alavancar a apicultura no estado. Sabemos das dificuldades, então precisamos nos unir, como instituições, para avançar”, ponderou.

O incentivo à formalização das vendas e regularização dos apiários também faz parte do trabalho de assistência técnica e gerencial feito pelo Programa ATeG Apicultura, como contou Lucas. “Em quatro anos de trabalho, já assistimos mais de 1.000 produtores e os técnicos são orientados a explicar como tudo funciona e incentivar os apicultores a se formalizarem”.

Lucas Oliva, analista técnico de ATeG

Setor em evidência

A apicultura vem ganhando projeção dentro e fora de Minas Gerais, como mostram dados da Emater-MG e do Balanço do Agronegócio, produzido pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa). A receita das exportações mineiras alcançou US$ 20,5 milhões, em 2022, o que representou um salto de 25% em relação ao ano anterior. De janeiro a dezembro do último ano, a média de preços pagos aos produtores no mercado interno, de acordo com levantamento da área de comercialização da Emater-MG, apresentou altas em todos os meses, em relação a 2021. No acumulado de 2022, o preço médio foi 28,8% maior do que nos 12 meses do ano anterior, conforme a Seapa.

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