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MG ganha Centro de Excelência em Cafeicultura

CAFÉ
ESCRITO POR NATHALIE GUIMARÃES, DE BELO HORIZONTE
18/10/2023 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR

Maior produtor de café do Brasil, Minas Gerais vai ganhar do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) um polo de ensino e pesquisa voltado para essa cadeia produtiva: o Centro de Excelência em Cafeicultura, localizado em Varginha, no Sul do estado. O empreendimento oferecerá cursos técnicos e de graduação, formando profissionais bem-preparados para o mercado, além de estabelecer parcerias e desenvolver projetos visando ao desenvolvimento da cafeicultura de todo o país. A inauguração do Centro de Excelência em Cafeicultura será no dia 26 de outubro.

Empreendimento do Senar oferecerá cursos técnicos e de graduação

A implantação do centro é uma iniciativa da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do Senar Nacional, em parceria com o Sistema Faemg Senar. “Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas pelos cafeicultores, continuamos avançando. A nossa missão é levar inovação e melhoria contínua para as propriedades rurais. Precisamos, mais do que nunca, de conhecimento técnico, prático e gerencial, que prepare os cafeicultores e forme profissionais capacitados para todas as atividades da cadeia produtiva”, destacou o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo.

O Centro de Excelência em Cafeicultura representou um investimento de mais de R$ 13 milhões em obras. A área construída é de 5.100 m² em um terreno de 20 mil m², que foi doado pela Prefeitura de Varginha. O prédio tem oito blocos e conta com seis salas de aula, quatro laboratórios (classificação, torra, moagem e degustação de cafés e cafeteria gourmet), três salas de informática, uma biblioteca, um auditório com capacidade para 260 pessoas e uma área de convivência. Esta será a terceira unidade inaugurada dentro do projeto de implantação de dez centros nacionais de educação profissional e tecnológica, em diversas regiões do país, voltados às várias cadeias produtivas.

“Com o Centro de Excelência em Cafeicultura, que vem se somar aos de Fruticultura, em Juazeiro (BA), e de Bovinocultura de Corte, em Campo Grande (MS), o Senar mais uma vez cumpre sua missão ao levar qualificação profissional com inovação, tecnologia e conhecimento de ponta que atenda as demandas do campo não só nas regiões produtoras onde os centros estão inseridos, mas em todo o Brasil. Assim, o Senar contribui de forma significativa para formar profissionais, gerar emprego, melhorar a qualidade de vida dos produtores de alimentos, de seus familiares, de trabalhadores, além de trazer competitividade e avanços sociais para o campo com uma produção cada vez mais sustentável”, afirmou o diretor-geral do Senar, Daniel Carrara.

Estrutura: seis salas de aula, quatro laboratórios, três salas de informática,
uma biblioteca, um auditório para 260 pessoas e área de convivência

Investimento em educação

A propostas dos centros de excelência é produzir conhecimento e incentivar a pesquisa, proporcionando aos alunos acesso a boas práticas de gestão, produção, comercialização e inovações tecnológicas e ampliando competências e oportunidades, de modo a promover a competividade da cafeicultura nacional.

O Centro de Excelência em Cafeicultura inicia sua operação com o Curso Técnico em Cafeicultura, reconhecido pelo MEC, com 80% desenvolvido presencialmente e 20% a distância a partir de 2024. Além disso, será oferecido ensino a distância (EaD) da Rede e-Tec, como o Curso Técnico em Agronegócio, em parceria com o Senar Nacional; e cursos de graduação tecnológica a distância por meio da Faculdade CNA.

Também há espaços para a realização de cursos de formação profissional e promoção social e ações do Programa de Assistência Técnica e Gerencial, desenvolvidos pelo Sistema Faemg Senar. Além disso, sediará ações e eventos por meio de parcerias para o fortalecimento da cafeicultura em âmbito local, estadual e nacional.

“Nosso objetivo será formar técnicos qualificados e competentes, uma das maiores necessidades do mercado. Por isso a importância de fazer parcerias com todos os elos da cadeia do agronegócio café e envolver as principais regiões produtoras do país. Ao final do curso, o aluno estará preparado para atuar em atividades antes, dentro e depois da porteira. Queremos ser referência na formação de técnicos em cafeicultura e em inovação e tecnologia nesta cadeia produtiva. Com isso, contribuiremos para o fortalecimento e competitividade da cafeicultura nacional, que tantas divisas traz para Minas e para o Brasil”, afirmou o diretor do Centro de Excelência, Roberto Barata.

“Os Sindicatos dos Produtores Rurais de Varginha e de toda a região também são importantes parceiros para capacitar os cafeicultores para que eles sigam firmes com seu trabalho de gerar riquezas para o estado e levar alimento para milhares de famílias”, complementou o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo.

Cafeicultura em Minas Gerais

O Brasil é o maior país produtor de café, respondendo por 38% da produção mundial. E a produção mineira representa cerca de 52% do montante nacional. Se Minas Gerais fosse um país, seria o maior produtor do mundo.

O café é o principal produto da agropecuária em Minas. De janeiro a julho deste ano, contabilizou US$ 2,9 bilhões em faturamento e 12,8 milhões de sacas destinadas a 87 países, principalmente aos Estados Unidos, à Alemanha e à Itália. Nos sete primeiros meses deste ano, o segmento foi responsável por 36% das vendas externas do agronegócio no estado, segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O Centro de Excelência em Cafeicultura em Varginha está localizado em uma região estratégica na produção, pesquisa e comercialização de cafés no estado, o Sul de Minas, onde fica o maior número de municípios produtores, responsáveis por 50% do café produzido no estado, o que corresponde ao montante produzido pela Colômbia, 3º maior produtor mundial.

Além do Sul de Minas, o estado conta com outras três importantes macrorregiões produtoras: Cerrado Mineiro, Chapada de Minas e Montanhas de Minas. 99% do café produzido no estado é do tipo arábica, que confere alto grau de qualidade à bebida, reconhecida por seu sabor, aroma e acidez.

A primeira indicação de procedência e demarcação de origem de cafés no Brasil é do Cerrado Mineiro desde 2005. É nessa região que fica o maior município produtor do Brasil: Patrocínio, no Alto Paranaíba.