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Setor agropecuário brasileiro leva posicionamento para a COP-28

MEIO AMBIENTE
ESCRITO POR FERNANDA TEIXEIRA, DE BELO HORIZONTE
25/10/2023 . SISTEMA FAEMG, SINDICATOS, SENAR, FAEMG

Representando mais de cinco milhões de produtores rurais de todo o país, e refletindo a visão do setor produtivo frente às obrigações do Acordo do Clima para as próximas décadas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou hoje (25/10), em Brasília, documento com o posicionamento a ser levado para a 28ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-28). O material foi construído de forma conjunta com produtores rurais, federações estaduais de agricultura e pecuária e sindicatos rurais.

A assessora de sustentabilidade do Sistema Faemg Senar Ana Paula Mello participou do evento reforçando a importância do agro mineiro e o compromisso do produtor no cumprimento das metas de redução de emissões dos gases do efeito estufa. “Minas Gerais é o estado que mais produz café, leite e florestas produtivas. Também é o estado que mais diversifica sua produção agropecuária. Com a aplicação do código florestal e as tecnologias e práticas produtivas de baixa emissão de carbono, o produtor rural mineiro é um protagonista fundamental, que já tem feito e contribuído para o cumprimento das metas brasileiras determinadas (NDCs)”, disse.

Assessora de Sustentabilidade do Sistema Faemg Senar Ana Paula Mello, diretora de ESG da Faep, Fabiana Romanelli, integrante da Comissão de Novas Lideranças da CNA, Ana Zimmernann, vice-presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Kezia Gonçalves, e coordenadora da Comissão de Meio Ambiente da Farsu, Paula Hofmeister

O documento foi entregue pelo presidente da CNA, João Martins, aos Ministérios das Relações Exteriores, de Agricultura e de Meio Ambiente, que farão parte da delegação oficial brasileira na COP-28. A Conferência será realizada entre 30 de novembro e 12 de dezembro em Dubai (Emirados Árabes Unidos). “Reafirmamos o nosso compromisso com a redução das emissões dos gases do efeito estufa, garantindo a eficiência produtiva do agro baseada na inovação, na ciência, na tecnologia, na preservação e na sustentabilidade, buscando ações de reconhecimento e incentivo compatíveis com a grandeza do agro brasileiro”, disse Martins.

Documento com o posicionamento do setor agropecuário foi entregue aos negociadores brasileiros na COP-28

Após a entrega do posicionamento do setor, o painel “O que esperar da COP-28?” discutiu as expectativas em relação às decisões oficiais da Conferência e ao posicionamento do Brasil, inclusive relativo à tendência recente de produção de acordos e compromissos unilaterais fora do âmbito das negociações globais das COPs. Entre as autoridades presentes estavam o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o embaixador Extraordinário para Mudança do Clima, Luiz Alberto Figueiredo, a secretária Nacional de Mudanças do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, e a senadora Tereza Cristina.

Documento

De acordo com o documento “se, por um lado, a agropecuária de baixo carbono integra a política agrícola brasileira desde 2011, por outro, a legislação florestal garantiu um enorme ativo ambiental em áreas privadas, resultando em 33% do território brasileiro do país preservado pelos produtores rurais. As tecnologias que permitem reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa e favorecer a adaptação dos sistemas produtivos são adotadas no campo há mais de três décadas e foram usadas como referência para construir uma ambiciosa política de ações climáticas de agricultura e segurança alimentar”.

Leia aqui quais são os temas de interesse do produtor e que são fundamentais para permitir impulsionar as ações climáticas. O documento completo com o posicionamento do agro também pode ser acessado no link.

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