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Após ATeG, produtor vira referência técnica em Manga

ATEG
ESCRITO POR RICARDO GUIMARÃES, DE MONTES CLAROS
22/11/2023 . SISTEMA FAEMG, SENAR, FAEMG

Produtor, agora, compartilha os conhecimentos e técnicas adquiridas com vizinhos

Produtores vizinhos visitaram estrutura e conheceram na prática novos métodos de trabalho

O pasto verde, mesmo no período de poucas chuvas, revela um cuidado extra com o manejo alimentar da criação no Sítio Bela Vista, zona rural de Manga, no extremo Norte de Minas. Por lá, o produtor Manoel Antônio Sobral tem se dedicado a aprimorar técnicas que possam ajudar a evoluir sua atividade, na bovinocultura de leite. Contemplado pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) entre 2020 e 2022, ele segue aplicando novas metodologias de trabalho, se tornando referência para outros pecuaristas que buscam transformar seus negócios.

“O ATeG surtiu efeito no dia a dia da fazenda, tanto que hoje consigo ter um técnico próprio acompanhando a rotina. Eu trabalhava só com cana no cocho. Agora tenho estrutura de piquetes rotacionados, que eu nem acreditava que funcionava e me surpreendeu. Hoje eu mostro com felicidade o resultado, e compartilho conhecimentos com outros produtores rurais. Essa troca de informações é sempre boa e fortalece a cadeia produtiva”, destaca Manoel Antônio.

A alimentação dos animais e o manejo foram as principais mudanças aplicadas por Manoel Antônio. Com o plantio de capim zuri e tifton nos piquetes irrigados, o produtor ganhou qualidade no volumoso e otimizou o trabalho, evitando longos períodos de corte de matéria alimentar para servir no cocho, como explica o técnico de campo Carlos César Rodrigues dos Santos. “Essa técnica que aplicamos aumentou a chance de o produtor conseguir expressar maior potencial produtivo, além de ter oferecido para ele maior qualidade de vida, um ponto essencial para manutenção na atividade. A água é um dos fatores de maior importância, só que é preciso saber aproveitar”.

A evolução da fazenda também revelou novas gerações para atuar na atividade leiteira

As mudanças adotadas por Manoel fizeram a propriedade ter um salto produtivo. No primeiro ano de ATeG ele produziu 25.550 litros de leite, média de 60 a 70 litros/dia. Agora a produção é de 67.525 litros no ano, cerca de 185 litros/dia. “Antes a produção não estava legal. Eu tinha uma despesa alta, ficando sempre ali no vermelho. Mas tive fé. Com o conhecimento que ganhei não trabalho mais no escuro”, salienta o produtor rural.

Com a estrutura de trabalho em dia (e crescendo cada vez mais) Manoel ganhou dois importantes parceiros na rotina da fazenda, e que já se enxergam dando continuidade à atividade. São eles, o filho Daniel e o neto Luiz, ambos com um pé no processo de sucessão familiar. São três gerações atuando com mais técnica. “Trabalho com leite desde sempre, mas só nos últimos 10 anos que passei a atuar no meu próprio negócio. E agora, com novos conhecimentos no dia a dia do trabalho, já vejo a sucessão familiar iniciar de forma positiva, com meu filho e neto pegando gosto pela atividade leiteira”, comemora Manoel Antônio.

Sala de aula prática

Para além da família, o processo de evolução no Sítio Bela Vista também passou a ser reconhecido por todos os vizinhos - e ele não queria esconder detalhes de como transformou seu negócio. Foi quando o técnico de campo Carlos César viu uma oportunidade para fazer da propriedade uma sala de aula para os novos produtores do ATeG na região. 

“Um dos maiores desafios é o poder de convencimento do produtor. Ter uma propriedade que fez as mudanças indicadas, adotou o sistema de produção e está tendo um resultado positivo fica mais fácil para os outros produtores que não adotaram, ou que têm uma certa resistência, ver como funciona na prática. Essa visita à fazenda modelo oferece muito mais segurança para o produtor adotar aquele sistema”, pontua Carlos César.

Propriedade atendida pelo ATeG passou a ser exemplo produtivo

José Aparecido dos Santos, de São João das Missões, foi um dos alunos que visitou a fazenda modelo. Ele, que começou a empreender na atividade leiteira há pouco mais de um ano, está na fase de mudança de rota do negócio, deixando aos poucos o gado de corte. Para o novo ciclo o produtor pretende se cercar ao máximo de informações que possam ajudar no crescimento da produtividade, sem perder a qualidade. 

“Estou na fase de organização. Desde que o ATeG chegou tem me ajudado a transformar a atividade, como maior cuidado na adubação do solo, alimentação dos animais e manejo. E essa visita técnica foi importante. Eu sempre busco vídeos na internet para entender mais sobre alimentação e pastejo, e agora vi na prática, ganhei mais ânimo para aplicar na minha propriedade. Já estou preparando o terreno para fazer o plantio e já começar a alimentar meus animais nesse novo método de trabalho”, comenta José Aparecido.

“A ideia de fazer uma visita técnica ou um dia de campo em uma propriedade que está dando certo é essa, é mostrar essa credibilidade do que o técnico orienta. Vamos ver na prática alguém que está fazendo e está dando certo na região destes produtores, que passam por dificuldades comuns”, finaliza Carlos César.