AgroTalks – Os impactos da era digital na comercialização no agro

Em sua segunda edição, idealizada pelo Sistema FAEMG, por meio do INAES – o AgroTalks trouxe como tema no painel desta terça (28), “Os impactos da era digital na comercialização no Agro”. O encontro pontua a importância da tecnologia, plataformas e mídias sociais para alavancar as vendas dos produtos agrícolas em meio a pandemia. O painel contou com os produtores Daniela Alkmin Mohallen, Graziano Fonseca e Naiane Finoti, que estão vivendo na prática os impactos e oportunidades que a era digital tem trazido para seus negócios, além de contarem suas histórias e experiências no meio rural.

Veja alguns trechos do painel:

Daniele Alkmin Mohallen - CEO Agrorigem

De Santa Rita do Sapucaí, Daniela é filha de produtor rural. A dor surgiu com a dificuldade de comercializar os cafés. Em 2015 passou a trabalhar com o pai um dia por semana e, ao ver a dificuldade de comercializar, resolveu tentar soluções em um ambiente virtual para levar os cafés para o mundo.

  • Na nossa região, os produtores estão buscando qualidade e eles entendem que é uma forma de agregar valor. Fizemos cursos do Senar MG e estamos buscando mais qualidade, trabalhar os cafés e agregar mais valor ao produto.”

  • Os produtores da região são pessoas conectadas com o mundo, utilizam bem a internet e se envolvem com a tecnologia para trazer mais produtividade. Quando apresentamos soluções encontramos produtores ávidos por tecnologia.”

Graziano Fonseca – CEO Roça Sertão/ D´Roça

Em Montes Claros, trabalha com frango caipira e leite. Começou em 2017 a se dedicar a atividade de comercialização dos produtos. Quando criou a marca, foi para redes sociais. Em março, com a pandemia, tudo fechou. Não tinha mais como comercializar o leite, com a receita caindo pela metade.

  • Fui para as redes sociais e criei um grupo para postar os produtos disponíveis para os clientes e mudei os volumes de embalagem para atender os novos clientes. Em abril já não tinha mais dificuldade para vender os produtos. Hoje é necessário aumentar a produção para atender a demanda.”

  • Mudei da venda de leite para requeijão, queijo e manteiga. Estou comercializando pelo Facebook, Whatsapp e Instagram e, tanto as vendas quanto a receita, foram equilibradas após o início da pandemia.”

Naiane Finoti - Produtora Rural e empresária na Leite Finotti

Em 2018, ao sair da faculdade de design, fez o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre embalagens de lácteos. Com dois anos em Carangola, com apoio do Senar e do Sindicato dos Produtores Rurais de Carangola, criaram uma feira com os produtores da agricultura familiar, reforçando a identidade e origem dos produtos. Trabalha com lácteos (queijos, iogurtes, doces e outros derivados).

  • Com um ano de projeto veio a pandemia. Começamos a desenvolver soluções, quando me vi, junto com outros 24 produtores em situação difícil, começamos a fazer a divulgação virtual e, na primeira semana, chegaram duzentos pedidos.”

  • Na primeira semana não conseguimos atender a todos. Dos duzentos conseguimos atender uns cem, mas começamos a nos estruturar em plataformas gratuitas para organizar pedidos e cativar os clientes”.