Pesquisadores apresentam resultados do Forrageiras para o Semiárido, durante Dia de Campo em Carlos Chagas

O Sistema Faemg/Senar Minas e o Sindicato dos Produtores Rurais de Carlos Chagas promoveram, com o apoio do Sistema CNA, Emater, Embrapa, Sebrae e Prefeitura, o Dia de Campo para apresentação dos resultados dos dois primeiros anos do Forrageiras para o Semiárido. O projeto Forrageiras para o Semiárido é promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) – por meio do Instituto CNA – e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e foi implantado em todos os estados do Nordeste e em Minas Gerais, nos municípios de Montes Claros e Carlos Chagas. Ao todo, são 13 Unidades de Referência Tecnológica (URTs) representativas do semiárido brasileiro.

De acordo com Claudio Hollerbach, responsável pela URT de Carlos Chagas, o Dia de Campo foi na abertura da 15ª edição da Feira Agropecuária de Carlos Chagas (FEACC): “Há dois anos, lançamos o projeto na FEACC e, por isso, escolhemos novamente a Feira para apresentarmos os resultados do experimento após dois anos de trabalho”.

O projeto avalia o potencial produtivo e a adaptação das plantas forrageiras às condições climáticas do semiárido para recomendação de novas opções de fonte de alimento para os rebanhos. Após a abertura da FEACC, foi feita a primeira palestra do dia, com o assessor técnico do ICNA, Gabriel Vinicius Lavagnini, sobre “Forrageiras para o Semiárido - Pecuária Sustentável”.

“Os resultados preliminares, aqui em Carlos Chagas,  são bastante satisfatórios. Embora seja o segundo ano do projeto, estamos surpresos positivamente. São plantas que se adaptam à região mesmo em períodos críticos sem chuva. Pouco antes do início do projeto, Carlos Chagas viveu uma de estiagem intensa, mas, nos últimos anos, houve uma melhora, o que também contribuiu para o sucesso do projeto”, declarou Gabriel Lavagnini.

A partir da esquerda: Cláudio Hollerbach, Gabriel Lavagnini, Inêz Pereira, Fredson Chaves e José João

Ainda durante o Dia de Campo, houve a apresentação dos resultados preliminares de todos os materiais avaliados no experimento. Foram quatro estações de apresentação. Fredson Ferreira Chaves, da Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas, falou sobre a estação das Gramíneas Anuais; Inêz Pereira da Silva, agrônoma, pesquisadora e responsável pela URT de Montes Claros, falou a respeito da estação das Leguminosas Lenhosas; José João, agrônomo e responsável pela URT de São Raimundo Nonato (PI)  sobre as Cactáceas e o Cláudio Hollerbach, zootecnista  sobre a estação das Gramíneas Perenes.

No encerramento do Dia de Campo, o Zootecnista e Pesquisador Embrapa Semiárido, Gherman Garcia Leal de Araujo, ministrou uma palestra sobre a “Agricultura Biossalina: Potencial de águas salobras para produção de forragem”.

Segundo o agrônomo, Fredson Ferreira Chaves, da Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas, o dia de campo serviu para que os produtores conhecessem os resultados das culturas anuais das espécies pesquisadas e os resultados preliminares do cultivo na safra 2017/2018 e o seu potencial de matéria seca para a produção de silagem.

O evento foi realizado na Unidade de Referência Tecnológica (URT),  no Parque de Exposição de Carlos Chagas, no Vale do Mucuri.