CNA debate requisitos fitossanitários para exportação e importação de frutas, flores e hortaliças

Para compartilhar informações técnicas e elaborar propostas para a melhoria de análise de risco de pragas no Brasil, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou nesta terça (18) o Workshop Requisitos Fitossanitários para a Importação de Frutas, Flores e Hortaliças.

O evento foi realizado em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), com o Instituto Brasileiro de Hortaliças (Ibrahort) e com o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor).

O presidente da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA, Luiz Roberto Barcelos, que também é presidente da Abrafrutas, destacou a importância de debater o assunto para ampliar a participação brasileira no mercado externo.

 “O Brasil é o 23º player do mundo na produção de frutas e tem enorme potencial para crescimento. A participação da horticultura e floricultura brasileiras no comércio internacional também precisa aumentar. Por isso, é importante o debate da análise de risco de pragas para a proposição de medidas que possibilitem o aumento das três cadeias produtivas no mercado internacional”, declarou.

O secretário de Defesa Agropecuária em exercício do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Jorge Caetano, ressaltou que o compartilhamento de visões comuns permitirá o enfrentamento dos desafios fitossanitários.

O procedimento de risco de pragas para a viabilização de exportação e importação de produtos vegetais também foi abordado no workshop.

O diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Mapa, Marcus Coelho, explicou as etapas do processo de Análise de Risco de Praga (ARP) e as medidas regidas pela Convenção Internacional Fitossanitária. “Embora haja normas específicas de análises de risco, todas as diretrizes para as operações são padronizadas de acordo com o código internacional”, destacou.

A chefe do Departamento de Análise de Riscos de Pragas do Serviço Agrícola do Chile, Lilian Ibanez, apresentou a experiência de seu país, onde seis profissionais realizam entre 60 e 70 análises de riscos de pragas anualmente.

 “Prevenir é a maneira mais barata para evitar a entrada de pragas em um território. A maior preocupação dos exportadores é o tempo que demora esse processo de análise de risco de pragas, que é regido por um código internacional. No entanto, não é algo muito simples de fazer, requer especialistas em diferentes áreas”, afirmou Lilian.

No Brasil, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia desenvolve pesquisas para a proteção do agronegócio em relação às pragas quarentenárias. O pesquisador Marcelo Lopes da Silva apresentou as iniciativas e critérios de inspeção para a priorização de global dos riscos desses organismos.

Abertura de novos mercados - O produtor de avocado, Thiago Carvalho, participou dos debates. “O evento realizado pela CNA é importante para que possamos mostrar ao Ministério da Agricultura as demandas do nosso setor e a necessidade de abertura de novos mercados para aumentar a exportação”, declarou.