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segunda-feira, 14 de setembro de 2020
Sistema FAEMG assina protocolo de intenções com Instituto Espinhaço para desenvolvimento rural sustentável
Élcio Fonseca, de Patos de Minas

FOTOS: Marcilei Farias

Para apoiar, estimular e implementar ações demonstrativas para o desenvolvimento sustentável no meio rural, o Sistema FAEMG/SENAR/INAES assinou protocolo de intenções com o Instituto Espinhaço durante o lançamento do Programa “Fontes para o Futuro”, que visa atuação em rede com cooperação mútua. O evento foi na fazenda Ninho das Águas, de propriedade do produtor rural e ministro do Tribunal de Contas da União – TCU, Augusto Nardes.

A iniciativa vai favorecer a agricultura e o desenvolvimento sustentável, além de implementar a Agenda 2030 e os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.O documento foi assinado durante solenidade na Fazenda Ninho das Águas, em Buritis. Em fase piloto, serão trabalhadas duas microbacias, do Córrego Pasmado e do Ribeirão São Vicente, ambas contribuintes da bacia do Rio Urucuia, um dos principais afluentes do Rio São Francisco. Estão localizadas no noroeste do Estado, na região de Buritis.

Para a assinatura do protocolo de intenções, o Sistema FAEMG foi representado pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Buritis, Marcelo Gaia Lopes. “Um programa muito válido para a nossa região. Temos que ter consciência de que, protegendo nossas nascentes, estamos resguardando a parte hídrica, a água, que é essencial para todos nós”, disse. A assinatura do termo deu-se em celebração ao Dia Nacional do Cerrado, o segundo maior bioma da América do Sul e um dos mais importantes do Brasil.

O evento teve presença de diversas autoridades políticas, como a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, o vice-governador de Minas Gerais, Paulo Brant e secretários de estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Maria Valentini, e do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira. O presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, Marcelo Moreira, a presidente da Agência Nacional de Águas, Christiane Dias, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, o vice-presidente para o Agronegócio do Banco do Brasil, João Rabelo Junior; e o diretor geral do Tribunal de Contas do Estado, Marcone Braga, também compareceram.

A partir da esquerda: o  presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Cláudio Oliveira; o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Buritis, Marcelo Gaia Lopes, assinando o termo; e a ministra Tereza Cristina

Agro e conservação

O Instituto Espinhaço, idealizador do Fontes para o Futuro, é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos. Para a coordenadora da Assessoria de Meio Ambiente do Sistema FAEMG, Ana Paula Mello, a assinatura do protocolo de intenções com o Sistema FAEMG/SENAR/INAES marca o compromisso das duas partes em defesa de uma atividade rural sustentável. “Com essa parceria, o nosso propósito comum é melhorar a situação dos recursos naturais e ativos ambientais, bem como das áreas produtivas. O Sistema FAEMG SENAR INAES tem muito a contribuir nesse sentido.  O produtor rural tem suas atividades diretamente no meio ambiente, faz parte daquele ecossistema das microbacias, e portanto é fundamental resgatar essa relação, para que presentes e futuras gerações no campo tenham água, solo, sombra, biodiversidade  e outros para a vida com qualidade e dignidade. Da mesma forma com a coletividade, já que a cidade depende do campo e forma um importante mercado para os produtos agropecuários, além de usufruir dos serviços ecossistêmicos e ambientais da natureza e do campo”, explica Ana Paula.

“O que o Instituto Espinhaço faz hoje no Brasil é aliar a pauta da conservação e da recuperação ambiental, da revitalização de bacias hidrográficas à pauta produtiva, seja a pequena produção ou a produção em larga escala. Para nós o que importa é fazer essa harmonização entre pessoas e natureza. E também é importante dizer do enorme universo dos pequenos produtores que o Brasil possui. O Brasil se alimenta em parte por meio do pequeno produtor, a nossa balança comercial é nutrida em parte considerável pelo grande produtor rural. Por isso, para o instituto Espinhaço, ações como esta do programa Fontes para o Futuro são estratégicas, são exemplares. Mais do que plantar árvores, plantamos esperança para os produtores rurais e para a sociedade brasileira”, afirmou Luiz Cláudio Oliveira, presidente do Instituto Espinhaço.

Autoridades recebem mudas para o plantio simbólico na Fazenda Ninho das Águas

Equilíbrio entre chuva e seca

Só na Fazenda Ninho das Águas, serão aproximadamente 40 nascentes recuperadas. “Aqui é um berço do São Francisco. Temos próximo daqui o nascimento do Rio Urucuia, que é responsável por 70% do fornecimento de água para o São Francisco, portanto a bacia hidrográfica do Urucuia é muito importante. O fundamental é termos condições de difundir, de mostrar essa boa prática para os demais produtores, recuperando as nascentes para que possamos ter condições das águas fluírem para as regiões, especialmente da região do nordeste do país, que precisa tanto”, disse Augusto Nardes, proprietário da Fazenda Ninho das Águas.

“Vivemos em uma região muito interessante, diferente de boa parte do Brasil, seis meses chuva e seis meses de seca. O programa é para propiciar equilíbrio, no sentido de buscar estabilidade durante todo o ano. Claro que não vamos mudar o clima, mas podemos pelo menos criar condições para se viver durante o período de seca com alternativas, e o que pode fazer isso acontecer é somente a água. Produzir água é muito importante”, acrescentou Augusto Nardes.

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