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sexta-feira, 21 de agosto de 2020
"Meus filhos perceberam que era possível viver do café”: família da Inhapim muda de vida com o SENAR
Diego Souza, de Governador Valadares

As transformações na vida da família Primo começaram em 2017, ano em que o mobilizador Wagner Teixeira Pinto, que atua no Sindicato dos Produtores Rurais de Caratinga, os apresentou uma relação com diversos cursos do Sistema FAEMG/SENAR/INAES.  A família tem se destacado, principalmente, pelas lavouras de café, produto mais importante da região. Um dos eventos fundamentais para a mudança de pensamento da família foi o Programa Gestão com Qualidade em Campo (GQC). Foi a partir deste evento que a família Primo decidiu agir em grupo.

Sílvio (à frente), com a família

“Nós estávamos desanimados com a cafeicultura. Meus filhos só falavam em deixar a nossa propriedade e ir morar na cidade. Até que um dia, o mobilizador Wagner nos procurou e apresentou todos os cursos que o SENAR tinha a nos oferecer. Vimos ali uma possibilidade de continuar na atividade em nossa propriedade e meus filhos perceberam que era possível viver do café”, relembra o produtor rural Sílvio Roberto Primo, 45 anos.

O sítio Alto Ar, de propriedade da  família, fica no Córrego dos Januários, distrito de Inhapim, no Vale do Rio Doce. Na propriedade, Sílvio trabalha e mora com a mulher Nelsina Antônia Duarte Primo e os três filhos: Daniela, Davidson e Sílvio. “Temos quatro mil pés de café e uma pequena área de arrendamento. Atualmente, minha produção média anual é de cerca de 80 sacas de café, mas poderia ser um pouco mais, porque em algumas áreas da propriedade nós cultivamos milho e feijão para nosso consumo próprio”, explica Sílvio Roberto.

Novos horizontes

“Fizemos vários cursos, desde Recuperação de Nascentes, passando pelo curso de Poda, Nutrição, e diversos outros na área do café, até fazermos o GQC. Esse complementou e reforçou tudo o que havíamos aprendido nos outros cursos. Além de nos ensinar a sermos melhores seres humanos e melhores administradores, o GQC uniu ainda mais a nossa família já que tive a honra e o privilégio de ter como dupla o meu filho Davidson. Foi uma experiência espetacular onde ele que me fez ver que era possível produzir um café de qualidade e especial, sem defensivos. Meu filho e o GQC abriram novos horizontes para mim”. 

Sílvio Roberto fez questão de agradecer ao instrutor Jair Monte, responsável pelos ensinamentos durante a realização do GQC. O instrutor, por sua vez, destacou que a família captou perfeitamente os principais objetivos do GQC.  

“Percebi que com o GQC eles se conscientizaram que a propriedade deles era e é uma empresa de grande potencial. E, mais que isso, eles aprenderam a valorizar e a aprimorar as relações humanas, familiares, pois numa empresa, não se deve frisar somente o lucro, mas sim a satisfação de todos envolvidos nela, principalmente a relação entre os familiares”, analisou o instrutor. 

Dificuldades e superação 

No início, a família enfrentou dificuldades. Ainda havia desconfiança no trabalho. Com o tempo veio a experiência. Aos poucos, com muitas conversas, acertos e erros, ganharam a confiança necessária e os resultados apareceram. Motivados pelo novo ambiente de trabalho e superação, decidiram resolver a questão da baixa produtividade do café. Para isso, entraram em contato novamente com o mobilizador e deram início a um programa de assistência técnica. 

“Atualmente temos o privilégio de fazer parte Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema FAEMG/SENAR/INAES que é, simplesmente, tudo que o pequeno produtor precisa para obter sucesso em suas lavouras. Aprendemos a produzir com qualidade e sustentabilidade e tenho um orgulho muito grande disso”, declara o cafeicultor. 

As melhorias causaram uma disparada na renda e produtividad. “Conseguimos melhores preços nos nossos cafés dentro e fora do país. Estamos conseguindo vender nosso café para a Holanda, um café que atingiu os 90 pontos, num valor de R$ 4 mil pela saca de cafe arábica. Trabalhamos com micro lotes de cafés especiais naturais e fermentados. Nossa produção só tem melhorado”, comemora Sílvio Roberto.

“Todo o nosso sucesso se deu depois que o SENAR entrou em nossas vidas. Hoje estamos conseguindo ter um maior lucro pela saca de café, investindo de forma simples, mas com um bom manejo, conseguindo melhorar os tratos culturais e tendo uma vida com mais qualidade”. 

Gratidão

Sílvio Roberto se diz grato a todos que ajudaram nesse processo de superação pela qual sua família passou. "Estou muito feliz porque sinto que meus filhos estão sendo muito bem preparados com tudo que o SENAR nos ofereceu. Porém, preciso agradecer também a startup Farmly, que nos apoia, fazendo a venda direta desses cafés especiais para o exterior. Gostaria de destacar o Sicoob Credcooper através do Inácio Martins Cabral e do Fábio Carvalho, grandes parceiros no desenvolvimento de nossa região e, é claro, ao Sindicato Rural de Caratinga e ao mobilizador Wagner Teixeira Pinto, que têm sido de extrema importância em todo esse processo". 

Sílvio (à frente), durante curso de Fossa Séptica do SENAR

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