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segunda-feira, 3 de agosto de 2020
Produtora da Zona da Mata afirma que SENAR a fez enxergar “grandes possibilidades”
Aline Furtado, de Juiz de Fora

“O Sistema FAEMG/SENAR/INAES faz parte, de forma muita ativa, das nossas conquistas”. A frase é de uma jovem produtora, Thais Puello dos Santos, que promoveu uma mudança em sua vida. Seus pais são proprietários da Fazenda Floresta, que fica no município de Chiador, localizado na Zona da Mata mineira, perto da divisa entre Minas Gerais e Rio de Janeiro. “Eles moram em Volta Redonda. Eu morava no Rio.”

Em 2017, com o Carnaval se aproximando, Thais e o noivo resolveram resgatar os ensinamentos de um tio e começaram a produzir queijos. “Era uma forma de conseguir dinheiro comercializando queijos para nossos amigos. A aceitação foi tanta que animamos. Foi uma boa saída porque eu, professora de teatro e atriz, estava desempregada, e meu noivo, engenheiro, estava na mesma situação. Na época, ele montou uma planilha e demonstrou que havia possibilidade de ganhar dinheiro vendendo queijo.”

A partir da esquerda: Márcio, Thaís, sua cunhada e Thiago

Foi aí que o casal começou o trabalho que deu origem à marca Tróço Bom Roceria, que tem como sócios ela, o noivo Márcio e o irmão mais novo, Thiago. “Eu, na minha ignorância, pensava que não era possível ter boa condição financeira morando na roça. Mas estava completamente enganada. Em 2017, começamos a vender queijo minas frescal mesmo sem conhecimento técnico.”

Enxergando a possibilidade, eles começaram a buscar informações e materiais. Ao assistir a um vídeo na internet produzido por produtores da Serra da Canastra, o trio arriscou e começou a produzir queijos maturados. “Naquele mesmo ano, ganhamos medalha de bronze no III Prêmio Queijo Brasil. A partir disso, decidimos que queríamos saber como é a vida de um queijeiro. Foi quando fomos para a Canastra, de onde voltamos encantados e cheios de vontade.”

Tempos depois, em um evento realizado em Mar de Espanha, Thais conheceu a mobilizadora do Sindicato dos Produtores Rurais de Mar de Espanha, Adriana Casarim. “Lá fiquei sabendo sobre os cursos oferecidos por meio da parceria entre o SENAR Minas e o sindicato. Conseguimos vagas no curso básico de laticínios, realizado em maio de 2018. Naquela época, não tínhamos noção do que era o SENAR. Até estranhávamos o fato de o curso ser gratuito. Mas ficamos encantados com a quantidade de eventos que estão disponíveis aos produtores rurais. Voltamos do curso extasiados com a aprendizagem e com as possibilidades. Ali, abriu-se uma janela ainda maior. O SENAR Minas nos fez enxergar grandes possibilidades”.

Crescimento

“Quanto mais buscamos, mais as coisas vão acontecendo e as portas vão se abrindo. O SENAR Minas faz parte de todo o processo porque aprendemos sobre produção e comercialização, tudo considerando a nossa realidade. Afirmo que corremos atrás das informações do SENAR de verdade, isso porque sabemos da importância de buscar, de aprender”.

Com o passar do tempo, o leque de produtos foi aumentando e, hoje, comercializam queijos, doce de leite e iogurte, tudo com o selo emitido pelo Serviço de Inspeção Regional. No início, segundo Thais, a produção, que era feita apenas aos finais de semana, ficava entre 150 e 220 litros por semana. Hoje, são produzidos 400 litros por dia.

“Fomos percebendo que era possível ficar no campo e produzir com qualidade. Com isso, acabamos fazendo o movimento inverso, ou seja, nos voltamos à sucessão no campo. Com nossa volta, meus pais estão mais empenhados com a propriedade. Nossa produção conta, ainda, com o trabalho da minha cunhada. Estamos em uma crescente e queremos seguir a linha de maturação, unindo lazer e trabalho. Para o próximo ano, pretendemos construir um laticínio e passar a abranger todo o território nacional.”

Cursos e programas

Após o primeiro curso, vieram vários outros eventos, como Produtos Especiais, Qualidade do Leite, Cria e Recria de Bezerras, Doce de Leite e, mais recentemente, Maturação de Queijos.  De alguns cursos, não apenas Thais, Márcio e Thiago participaram, mas também seu pai e alguns colaboradores da fazenda. Alguns eventos foram realizados na propriedade, inclusive. Além disso, eles participam dos programas Negócio Certo Rural e Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). “O ATeG começou há pouco tempo, mas já está sendo muito satisfatório”.

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Mar de Espanha, Marion Ferreira Gomes, aponta: “O ATeG é de grande importância porque trabalha técnica aliada à gestão, trazendo inúmeros benefícios aos nossos produtores rurais”.

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