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segunda-feira, 18 de novembro de 2019
Artesanato de argila transformou a vida de produtora rural em Porteirinha
Cecília Oliveira, de Montes Claros

Moradora da Fazenda Gangorra, no município de Porteirinha, Aline Antonyele Barbosa, de 25 anos, viu a sua vida se transformar depois que fez o curso de Artesanato de Argila e Congêneres, realizado numa parceria do Sistema Faemg/Senar Minas e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha.

Segundo Aline, devido a pouca oferta de trabalho onde mora e as dificuldades impostas aos pequenos produtores rurais em época de seca, ela resolveu investir na produção de artesanato em argila. "É da venda da cerâmica que vem a maior parte da minha renda, o que me motivou a me dedicar à profissão de ceramista", disse.

Ainda segundo ela, não foi só a renda que melhorou, mas também a sua saúde. Com problemas sérios de cefaleia, a ceramista disse que depois que começou a trabalhar na produção de artesanato de argila, nunca mais teve crises de enxaqueca.

O custo de produção das peças de cerâmica sai quase de graça para ela. A argila, matéria-prima para produção do artesanato, é encontrada em diversos locais no município. Casada há poucos meses, ela também tem contado com a ajuda do marido na coleta da argila, amasso do barro, recolhimento e corte da lenha, e na queima das peças.

Aline disse que nunca pensou que o artesanato de argila pudesse levá-la tão longe. Ela, que começou sem muita pretensão, vende toda a produção para revendedores, que buscam a mercadoria na porta de sua casa. “Não preciso nem me preocupar com a entrega.  Este ano também levei o meu artesanato para Expominas, em Belo Horizonte, onde nem por sonho eu imaginava chegar”.

Valorização da cultura local

Sobre a produção das peças, Aline disse que além das técnicas de produção, ela achou de extrema importância as orientações da instrutora do curso do Senar Minas, Marciana Félix, quanto ao resgate cultural. “Temos que produzir peças que mostrem a vida e cultura regional, com elementos da nossa vivência. A ideia é que, ao ver as peças, as pessoas saibam de onde se origina o trabalho. Isso é muito importante, pois além de caracterizar o artesanato, ainda agrega valor financeiro ao produto”, concluiu.

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