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quarta-feira, 4 de setembro de 2019
Lançamento do ATeG da Agroindústria: Regulamentação e venda ainda são os principais desafios do produtor
SENAR MINAS

O lançamento do Programa de Assistência Técnica e Gerencial para a Agroindústria Artesanal reuniu representantes de regionais do SENAR de todo o Brasil, em Belo Horizonte, nesta terça-feira (3). Os participantes conheceram detalhes da iniciativa e como o piloto será desenvolvido em Minas Gerais.

Na abertura, o presidente do Sistema FAEMG, Roberto Simões, afirmou que começar por Minas Gerais é muito significativo pela variedade de produtos artesanais fabricados no estado. Mesmo com toda a qualidade dos produtos, o gargalo do processo continua sendo a comercialização.

"Vender é extremamente difícil e esse programa vai ensinar isso já que vamos falar de boas práticas, de gestão, de legislação. Vamos dar assistência técnica e acompanhar na obtenção de certificações. Vamos ensinar quem produz bem a vender bem, com qualidade e sanidade”, disse Simões.

Roberto Simões

Segundo a diretora de ATeG do SENAR Central, Andrea Barbosa, todos os estados já podem iniciar o programa, que é inovador. “Tenho certeza que vai fazer a diferença na vida dos produtores e promover impacto imediato na economia desse país”, avaliou.

As ações de ATeG para a Agroindústria compõem um dos eixos temáticos do Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais do Brasil do Sistema CNA/SENAR. O objetivo é fornecer dados sobre o perfil dos produtores e o nível de processos em eles estão para, posterioemnte, oferecer assistência técnica dentro de suas necessidades.

 

Andrea Barbosa

“Ao participar do programa, o produtor será capaz de agregar valor por meio de melhor qualidade, noções de comercialização, marketing, boas práticas de fabricação e certificação. Isso tudo leva a uma vantagem competitiva: eles poderão vender com melhores lucros, gerando mais renda, emprego e mais benefício para toda a cadeia”, destacou o superintendente do SENAR MINAS, Christiano Nascif.

Nesta quarta-feira (4), o grupo seguirá para o município de Jaboticatubas, onde fará uma visita técnica a uma produção de embutidos e defumados – a Charcutaria da Serra, primeira agroindústria de embutidos a receber a ATeG da Agroindústria.

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O superintendente técnico da FAEMG, Altino Rodrigues, e os gerentes regionais do SENAR MINAS em Governador Valadares, Ulisses Silveira, e em Araçuaí, Luiz Rodolfo Quaresma, também compareceram ao evento em Belo Horizonte.

Dificuldades

Segundo dados apresentados por Natália Sampaio, superintendente técnica adjunta da CNA responsável pelo Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais do Brasil, e Jéssica Neri, assessora técnica do SENAR Central, os produtores que responderam o cadastro sobre a produção de alimentos artesanais e tradicionais têm interesse em receber assistência técnica e relatam dificuldades para conseguir crédito e sobre como legalizar a situação de suas agroindústrias.

Natália Sampaio

“A situação legal das agroindústrias é um passo delicado. É papel da CNA dar suporte para que o produtor busque a formalização do estabelecimento”, disse Jéssica. A entidade vai atuar junto à federações e sindicatos orientando sobre a obtenção do Selo Arte e outras normas relacionadas à agroindústria de produtos artesanais e tradicionais.

Também presente ao lançamento do programa, o diretor-geral do IMA, Thales Fernandes, saudou a iniciativa como “a saída para a agroindústria artesanal” e destacou as parcerias com entidades como SENAR e SEBRAE para resolver o desafio da regulamentação.

“O curso de Boas Práticas de Fabricação é fundamental para a agroindústria. Temos que contar com esses parceiros para levar treinamento para esses produtores e dar a eles ferramentas para se regularizarem”, frisou Fernandes.

A partir da esquerda: Erno Menzel, Jéssica Neri e Janete Almeida, diretora do DEPPS do SENAR Central

Cenário mineiro

Dados da EMATER apontam que, das 11.548 agroindústrias familiares registradas no estado, apenas 1.202 têm legalização sanitária – cerca de 10,2% do total, como mostrou o coordenador de Formação Profissional Rural do SENAR MINAS, Luiz Ronilson Araújo Paiva.

As agroindústrias mineiras trabalham principalmente com queijo, mas também com quitandas, derivados de cana-de-açúcar e mel. Apesar dessa diversidade, o queijo e os embutidos e defumados foram as cadeias escolhidas para o programa piloto por estarem mais bem estruturadas e concentradas em determinadas regiões, facilitando o acompanhamento.

Luiz Ronilson Paiva

A preparação dos técnicos de campo também foi lembrada por Erno Menzel, consultor do SENAR Central, que detalhou os treinamentos recebidos pelos instrutores para atuar em Minas – dos 10 capacitados, dois já estão em atividade.

“A habilidade do técnico em motivar o produtor e criar um bom relacionamento com ele é o que definirá o resultado do trabalho. Gerar aproximação nas primeiras visitas é fundamental”, ressaltou.

Depoimentos

Valdinei Gomes, coordenador de ATeG do SENAR Amapá:

"Hoje trabalhamos com cinco grupos de produtores em três cadeias: fruticultura, mandiocultura e olericultura. Nosso forte é a farinha, o alimento mais artesanal do momento, junto com o açaí. São 75 produtores de mandioca atendidos no ATeG, mas há mais que precisamos levantar. O principal gargalo é a parte de legislação e nisso o programa vai ser bastante útil."

Érica Silva, coordenadora de ATeG no SENAR Amazonas:

"Nosso principal produto é o açaí e tem poucas agroindústrias que beneficiam já que o produtor produz e vende in natura. As agências de defesa sanitária estão trabalhando para legalizar esses empreendimentos e também existe um trabalho com as queijarias flutuantes (o beneficiamento do queijo é feito em uma estrutura flutuante de madeira presa na margem das propriedades). A própria agência elabora um projeto, encaminha um engenheiro para dar orientação, e o produtor entra com o recurso financeiro para construir e receber a legalização. Inicialmente vamos levantar quem são esses produtores e a partir daí faremos um mapeamento para fornecer a ATeG que eles precisam."

Luiz Sande, coordenador do ATeG Agroindústria no SENAR da Bahia:

"Ficamos em primeiro lugar no número de cadastrados no Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais do Brasil. As principais cadeias do estado são o leite e derivados, mel, cacau e chocolate, alguns produtos vegetais, compotas, doces e picles e alguma coisa no setor de carnes (embutidos e defumados). A grande aflição desses produtores é dar um novo passo nas suas atividades para melhorar seus processos, se regularizar, sair da informalidade e tirar dúvidas na legislação pois eles estão se sentindo carentes do acompanhamento dessas questões."

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