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quarta-feira, 17 de julho de 2019
Sistema FAEMG e CNA no Fórum Estadual Estratégias para Retirada da Vacinação contra a Febre Aftosa
FAEMG
O presidente do Sistema FAEMG, Roberto Simões, ressaltou a importância do Fundo de Defesa Sanitária do Estado de Minas Gerais (Fundesa) na abertura do Fórum Estadual Estratégias para Retirada da Vacinação contra a Febre Aftosa. O evento, realizado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) em Viçosa, também contou com palestra do assessor técnico em Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ricardo Nissen.
 
Concomitante à 90ª Semana do Fazendeiro, na manhã desta terça-feira (16), o evento discutiu ações a serem implantadas buscando a mudança do status sanitário de Minas Gerais para área livre de febre aftosa sem vacinação. Minas Gerais integra o bloco 4 do Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PNEFA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), junto com Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal. A previsão da retirada da vacinação contra a aftosa é para 2021.
 
Simões reforçou que a FAEMG sempre esteve ao lado da modernização dos processos de agricultura e pecuária no estado e que a organização conseguiu, junto com o governo, criar o Fundesa a fim de resguardar o produtor. Inicialmente voltado para animais, beneficiando produtores de bovinos, suínos e aves, há a possibilidade de progressão para a área vegetal.
 
“Um país livre de aftosa sem vacinação é o estágio maior do controle sanitário perfeito. O Fundesa é um grande instrumento que conseguimos criar. Em caso de foco, haveria a demarcação da área e o fundo indenizaria aqueles produtores que perdessem animais. É uma garantia para nos permite ter condições de lidar com o foco e continuar nosso processo tranquilamente”, explicou.
 
Segundo Simões, 70% dos recursos são apenas para fins indenizatórios, e os 30% restantes podem ser utilizados para outras atividades sanitárias animais. “Poderemos trabalhar com outros problemas, como brucelose, fazendo de Minas Gerais um estado sanitariamente limpo”, completou.
 
Nesse novo cenário, o produtor rural mineiro não vai mais precisar vacinar, duas vezes por ano, cerca de 23 milhões de bovinos e bubalinos, segundo o diretor-geral do IMA, Thales Fernandes. “Ganhará também o agronegócio mineiro, principalmente a pecuária, abrindo novos mercados, como China e Estados Unidos”, explicou.
 
Ele destacou a rastreabilidade do trânsito de animais e a vigilância. “Hoje temos a questão do cadastro para acompanhamento do trânsito desses animais no estado. Uma vez sem a campanha de vacinação contra febre aftosa, vamos ter que fazer um trabalho de atualização do cadastro, garantindo a rastreabilidade. Se mostramos que temos um serviço veterinário forte e garantia do produto, toda a cadeia fica valorizada”.
 
Impactos e ações
 
Em sua palestra, o assessor técnico em Bovinocultura de Corte da CNA, Ricardo Nissen, falou sobre a importância da retirada da vacinação, benefícios, atuação da CNA no mercado externo para obter vantagem competitividade e indicativos aos quais o produtor deve se atentar.
 
“Com a retirada da vacinação, mostra-se que o serviço veterinário estadual é muito robusto, que consegue identificar as doenças muito rápido e tem formas de controle. Outro ponto importante é a exportação de carne. A indústria, quando exporta, agrega valor e acaba pagando melhor ao produtor. É muito importante para que o Brasil exporte mais e, principalmente, que agregue em mercados restritivos na compra desses produtos, como Japão”, explicou.
 
Entre as ações da CNA, está o auxílio aos estados, responsáveis por executar o plano, para fazer o seguro sanitário. Segundo Nissen, a confederação também trabalha para haver um banco de vacinas eficiente.
 
Também estiveram presentes a superintendente do INAES, Silvana Novais; o superintendente do SENAR MINAS, Christiano Nascif; o coordenador de Formação profissional Rural (FPR) do Senar Minas, Luiz Ronilson, o gerente regional do SENAR MINAS em Viçosa, Marcos Reis, e o analista de agronegócio da Faemg, Wallisson Lara Fonseca. 
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