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terça-feira, 9 de julho de 2019
Atuação especializada da Polícia Civil impacta na redução de crimes rurais no Estado
Polícia Civil - MG

Segundo levantamentos da PCMG, de janeiro a junho de 2019 houve redução de aproximadamente 15% em furto e roubo de gado comparado ao mesmo período de 2018

Criada em 2018 a partir da Resolução 8004, que reestruturou a organização operacional da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a Delegacia Especializada em Investigação e Repressão a Crimes Rurais (DEIRCR), pertencente ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), tem impactado na redução de crimes rurais em todo o Estado.

Segundo levantamentos da PCMG, de janeiro a junho de 2019, por exemplo, houve redução de aproximadamente 15% em furto e roubo de gado comparado ao mesmo período de 2018. Foram 1429 registros em 2019 comparados a 1683 ocorrências nos dois primeiros trimestres do último ano*.

Além disso, a Especializada tem dado resposta à sociedade também em outros crimes no campo, como o furto e roubo de máquinas agrícolas, equipamentos de alto valor para o produtor rural. “Os homens do campo estão vibrando com a efetividade dessa Delegacia e suas atuações no interior do estado. Estamos recebendo muitos elogios”, destacou o Chefe do Depatri, delegado Márcio Simões Nabak.
Os resultados são evidentes em números: apenas de janeiro a junho deste ano, a PCMG desencadeou mais de 20 operações apenas no âmbito da Delegacia de Crimes Rurais, resultando em mais de 40 prisões em flagrante e por mandados de prisão. Nesse mesmo período, foram recuperadas cerca de 150 cabeças de gado e oito máquinas agrícolas.

“A Delegacia de Crimes Rurais foi criada justamente com esse objetivo: dar mais efetividade aos crimes patrimoniais que ocorrem no ambiente rural, onde sempre houve uma demanda muito grande. Nesse sentido, estamos desempenhando um trabalho de excelência, com restituições expressivas às vítimas”, ressalta Nabak.

Institucionalmente, a Delegacia também tem rendido bons frutos, como a parceria com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que auxilia no acondicionamento de gados recuperados até a localização das vítimas para restituição, e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), que fornece um vínculo maior da Polícia Civil com as vítimas de modo a qualificar as investigações.

A expectativa é de que o trabalho especializado renda também investimentos externos, conforme adianta Márcio Nabak. “Produtores rurais e empresários do campo estão tão satisfeitos com o trabalho que a Especializada está desenvolvendo que já se mobilizam junto a políticos locais no sentido de conseguirem para a PCMG verbas futuras que possam contemplar diretamente a Delegacia de Crimes Rurais”.

Contudo, mesmo aguardando investimentos, o desempenho da Delegacia tem registrado eficiência em todo o Estado. “O Departamento como um todo entendeu a mensagem do Chefe da PCMG e do Governo de que mesmo com as dificuldades que passamos financeiramente os policiais continuam bem motivados e focados para investigar. Eles não têm dia nem hora para trabalhar, estão sempre de prontidão, um espírito profissional muito grande. A adversidade não nos impede de trabalhar”, enfatizou o Chefe do Depatri.

De fato, o investimento em recursos humanos foi essencial para a qualidade da Delegacia. Atuam nela policiais com muita experiência em outras unidades especializadas da PCMG que agora estão consolidando novas expertises para a investigação qualificada de crimes rurais. “O trabalho de inteligência policial, é claro, é fundamental em qualquer unidade. Contudo, vale destacar o próprio conhecimento que esses policiais estão gerando na repressão desses crimes”, observou Nabak.

A atuação especializada, contudo, não desvincula a competência das unidades da Polícia Civil do interior, mas de forma complementar. “Nossa finalidade é uma só, reprimir de todas as formas os crimes rurais, envolvendo uma rede de colaborações internas específicas”, pontuou o delegado. Exemplo disso é um banco de dados já em construção pela Delegacia de Crimes Rurais de suspeitos e investigados de crimes patrimoniais. “Os suspeitos já presos, além de poderem vir a ser reincidentes, formam vínculos com outros potenciais investigados em operações em andamento. Assim, esse banco de dados nos permite mapear crimes cometidos por um mesmo grupo de suspeitos em diferentes regiões do Estado”, explicou.

*Dados obtidos pela Diretoria de Estatística da Polícia Civil de Minas Gerais.

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