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quarta-feira, 5 de junho de 2019
Produtores do programa ATeG ganham visibilidade no exterior
Nathalie Guimarães, de Viçosa

O programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG Café), do Sistema Faemg/Senar Minas, tem feito a diferença para os produtores das Matas de Minas. Ao oferecer acompanhamento com orientações técnicas, consultoria na parte de gestão e auxílio na comercialização, a iniciativa fortalece o setor, e os cafeicultores têm percebido melhorias no negócio, além de ter auxílio para conseguir alcançar visibilidade internacional.

É o caso, por exemplo, do produtor Horácio Antônio de Moura (foto ao lado), de Simonésia. Neste mês, ele teve seu café utilizado no Aeropress Championship, em Madri. No concurso, mais de 30 baristas tiveram que preparar as bebidas fantasiados.

O produto usado no campeonato foi o que obteve o 1º lugar na categoria Cereja Descascado nas Matas de Minas no Concurso de Qualidade do ATeG Café durante a SIC em 2018. Horácio também ganhou reconhecimento em outros concursos de qualidade.

“Foi através do ATeG que esse café foi reconhecido e vendido. Além da Espanha, também vendi parte do lote para Brasília e para uma rede de supermercados em Belo Horizonte. Ver esse café sendo usado no campeonato em Madri é uma sensação muito boa. Fico muito honrado e feliz do meu café ter participado. Agradeço ao Senar Minas, pois sem esta ajuda meu café não estaria lá”, destacou.

O sítio Três Barras está com a família de Horácio há seis gerações e a produção de cafés especiais começou em 2003. Nesse período, Horácio procura vencer os desafios, especialmente a comercialização. Diante dessa dificuldade, o cafeicultor acredita que o programa ATeG está sendo de grande auxílio ao levar mais ânimo e informações aos cafeicultores.

Prêmio Illy

Outro produtor assistido pelo Sistema Faemg/Senar Minas é José Pedro Marques. Em abril, seu café foi o primeiro colocado na Categoria Região das Matas de Minas Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável para o Café Espresso, realizado em São Paulo. Ele será um dos três representantes do Brasil em Nova York no 4º Prêmio Ernesto Illy Internacional.

A família produz cafés especiais desde 2000, mas foi a partir de 2010 que passou a rastrear e identificar os melhores lotes de cafés da propriedade e a participar dos concursos.

“Ficamos entre os finalistas diversas vezes em concursos como BSCA, Emater e, especialmente, do prêmio Ernesto Illy, em que tivemos a satisfação de ser contemplados campeões duas vezes, em 2017 e agora 2019”, relembrou o produtor Rafael José Marques.

A Fazenda Araújo, localizada em Manhuaçu e Simonésia, é uma propriedade familiar, onde há atuação de irmãos, tios, primos e avó.

“O projeto ATeG vai ao encontro de uma necessidade do produtor em controlar os custos e aumentar qualidade e produtividade. Os produtores têm grandes desafios a serem vencidos como gestão de custos e estratégias de negociação, sem contar as adversidades climáticas”, enfatizou.

A família é atendida pelo técnico Marcelo Souza Pinheiro. Segundo ele, trabalhar junto a eles é uma grande experiência.

“Tem sido maravilhoso. São grandes produtores, com apoio de empresas e outras instituições. Nosso trabalho tem sido mais de gestão. Dá muito orgulho e satisfação ver a conquista dessa premiação em nível nacional e internacional por eles, que conseguiram com muito trabalho. Isso me motiva cada vez mais para incentivar outros produtores”, comentou.

Assistência Técnica e Gerencial

O programa, inédito no estado, atende 600 produtores das Matas de Minas e no Sul do estado, em 42 municípios. O objetivo é trabalhar junto ao produtor, oferecendo-lhe tecnologias e consultorias que visam o crescimento da produção com qualidade e menor custo.

Dessa forma, o programa tem a finalidade de auxiliar os produtores a vender os desafios por meio da implementação de métodos inovadores de produção associada à consultoria gerencial. O trabalho engloba diagnóstico produtivo individual, planejamento, gestão e avaliação dos resultados obtidos. Cada técnico acompanha um grupo de 30 cafeicultores com visitas mensais.

O programa ATeG foi iniciado como piloto em dezembro de 2016 e será ampliado para sete cadeias a partir deste ano: Apicultura, Avicultura, Bovinocultura de Leite, Fruticultura, Olericultura e Piscicultura. Produtores de cerca de 90 municípios serão beneficiados.

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