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quinta-feira, 2 de maio de 2019
Forrageiras para o Semiárido
SISTEMA FAEMG

O Projeto Forrageiras para o Semiárido reuniu, nessa semana, 60 produtores e técnicos em um dia de campo, para apresentar os resultados preliminares da iniciativa na região. Desde julho de 2017, 17 espécies de forrageiras estão sendo pesquisadas na fazenda experimental da Epamig, onde foi montada uma Unidade de Referência Tecnológica (URT), para determinar quais as mais adaptáveis ao clima da região.



O objetivo do projeto é avaliar o potencial produtivo e a adaptação das plantas forrageiras às condições climáticas do semiárido para recomendação de novas opções de fonte de alimento para os rebanhos. Os estudos são conduzidos pela agrônoma e pesquisadora Inês da Silva. Conforme ela, Todas as espécies pesquisadas apresentaram desempenho superior aos indicadores técnicos de referência para as culturas em ambiente de semiárido. Sorgo Ponta Negra e o sorgo BRS 658 foram os mais produtivos. As cultivares dos sorgos possuem tolerância à seca, baixo custo de produção, alta qualidade de forragem e resistência ao acamamento. O sorgo BRS 658 se destacou em relação à alta sanidade foliar. “Os resultados desse primeiro ano da pesquisa foram promissores para algumas espécies avaliadas”. disse a pesquisadora. São parceiros na realização da pesquisa o Instituto Confederação Nacional da Agricultura -ICNA, Embrapa, Sistema Faemg/Senar Minas, Sindicato dos Produtores Rurais de Montes Claros e Epamig.

Para Caio Coimbra, analista técnico do Sistema FAEMG/Senar Minas, a pesquisa  é de suma importância para colocar o Norte de Minas novamente como o maior rebanho de gado de corte do estado. “A falta de alimento por causa dos períodos de seca, fez com que os produtores tivessem que vender o gado para outras regiões. O Norte de Minas tinha um rebanho cerca de 3,0 milhões de cabeças. Hoje, está com cerca de 2,4 milhões, segundo informações do IMA”.

Segundo a assessora técnica do ICNA e coordenadora nacional do Projeto Forrageiras para o Semiário, Ana Carolina Mera, o objetivo da pesquisa é contribuir para o aumento da produtividade pecuária no semiárido, através da disponibilização de um cardápio forrageiro composto por combinações de plantas, que possam ser cultivadas de forma intensiva nas propriedades  “Ainda é cedo para definir e recomendar as espécies. O modelo precisa ser ajustados para oferecer mais segurança”, explicou. Ainda segundo ela, para isso o projeto de pesquisa deve ser prorrogado por mais 2 anos, pois existe uma justificativa técnica para essa extensão do prazo.

Segundo o agrônomo, Fredson Ferreira Chaves, da Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas, o dia de campo serviu para que os produtores conhecessem os resultados das culturas anuais das espécies pesquisadas e os resultados preliminares do cultivo na safra 2017/2018 e o seu potencial de matéria seca para a produção de silagem.

Ainda segundo a pesquisadora Inês da Silva, a iniciativa visa cobrir a escassez de forragem do pasto nativo na época da seca na região, auxiliando o uso sustentável do bioma Caatinga que compõe o cardápio forrageiro. Atualmente, estão sendo testadas as forrageiras: gramíneas anuais para fins de conservação, gramíneas perenes para pastejo, cactáceas e espécies lenhosas como poupança forrageira para épocas críticas. A experiência analisa também consórcios entre algumas dessas espécies.
 

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