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segunda-feira, 11 de junho de 2018
Informe agrometeorológico da Esalq traz visão geral do Brasil
Esalq

O mês de maio foi marcado por um baixo volume de chuvas em todo o Brasil (Mapa 1). As taxas de evapotranspiração se mantiveram elevadas (Mapa 2), principalmente nas regiões centro-oeste e nordeste, o que baixou o armazenamento de água no solo até níveis críticos para as culturas. (Mapa 3), afetando as pastagens e exigindo a suplementação alimentar do rebanho por parte dos pecuaristas.

Milho e algodão no Centro-Oeste

Em praticamente todo o Centro-Oeste, a produtividade das lavouras de milho segunda safra estão abaixo da média por causa do atraso na semeadura, com perdas de até 40%. Por outro lado, as lavouras de algodão dos estados do Mato Grosso, Goiás, Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia têm boas condições de desenvolvimento e com indicação de boa produtividade para esta safra.

Frio e seca no Sul e Sudeste

Na região Sul, o baixo volume de chuvas prejudicou as lavouras de trigo no Paraná, atrasando a semeadura das culturas e afetando a germinação e o desenvolvimento inicial das áreas já semeadas. Quadro similar foi observado para as lavouras de milho segunda safra, aveia e azevém, para as quais a falta de chuva baixou o potencial produtivo. A colheita da soja já foi praticamente concluída e, para essas áreas, a ausência de chuvas beneficiou assegurou boa qualidade dos grãos e eficiência nos trabalhos de campo. No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além da escassez hídrica, a região sul também foi afetada pelas baixas temperaturas (Mapa 4), com ocorrência de pontos de geadas em áreas produtoras de feijão. Nas demais régiões as condições do tempo também não foram favoráveis para regiões produtoras de tomate no estado de São Paulo, como Sumaré e Mogi Guaçu, devido às noites frias que atrasaram a maturação dos frutos e reduziram a qualidade do produto.

Cana-de-Açúcar no Centro-Sul

Os canaviais do Centro-Sul brasileiro vêm sofrendo com a seca dos meses de abril e maio. Isso reforça o quadro negativo iniciado em dezembro por causa das chuvas irregulares e que afetaram especialmente os canaviais situados nos piores ambientes de produção.

Desde janeiro, o Sistema Tempocampo da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) já projetava uma safra desfavorável para a maior parte do centro-sul, por conta das condições meteorológicas. No cenário mais otimista de janeiro, o Tempocampo projetava que o Coeficiente de Produtividade Climática (CPC) seria igual a unidade, ou seja, que a produtividade deste ano apenas empataria com as produtividades do ano passado. Desde então, com a piora do quadro climático, nas simulações de maio, o Sistema projetou perdas entre 8-10% para os canaviais situados no centro-norte do Estado de São Paulo, e média geral de perda de 5% em relação ao ano passado.

Sistema TempoCampo

O Sistema Tempocampo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq) foi desenvolvimento a partir de diversos projetos de pesquisa e consiste atualmente num sistema de monitoramento agrometeorológico e previsão de safras agrícolas cobrindo todo o território nacional, que oferece apoio à tomada de decisão e interpretação quantitativa da variabilidade climática sobre a produtividade agrícola. O módulo de previsão de safras do Sistema Tempocampo se baseia em um grande banco de dados meteorológicos, atualizado diariamente, e que simula o desempenho das culturas monitoradas com modelos baseados em processos, considerados pela comunidade científica como a ferramenta mais avançada para quantificação do efeito do clima na produtividade agropecuária. O Sistema conta atualmente com simulações para as culturas de cana, milho e soja envolvendo diversas regiões do Brasil e parceiros públicos e privados de diferentes ramos de atuação.

Um dos principais indicadores do Sistema Tempocampo é o “Coeficiente de Produtividade Climática” (CPC), representando um índice quantitativo isolando o efeito do clima dos demais fatores de produção sobre o desempenho das culturas, servindo assim tanto para projeção de safras com até 11 meses de antecedências (no caso da cana-de-açúcar, por exemplo) como para a avaliação do efeito de práticas de manejo ou mudanças no sistema de produção, separando os efeitos humanos daqueles decorrentes do clima.
Leia mais sobre o sistema em www.tempocampo.org.

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