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domingo, 31 de dezembro de 2017
Empreendedorismo: Vocação para negócios
Revista FAEMG / SENAR - n.º 25 - 2017

Ingressar no mercado de trabalho e conseguir uma colocação é um desafio cada vez maior para os jovens e também para os mais velhos. Mas, para aqueles que buscam capacitação nos cursos do SENAR MINAS, o sonho pode estar mais perto.

Foi assim que Alice Fernandes de Oliveira, 20 anos, e Renato Lopes Miranda, 31 anos, ambos da zona rural do município de Tarumirim, no Vale do Rio Doce, fizeram para iniciar a vida profissional. Ela fez o curso de Pasteurização do Leite e Fabricação de Laticínios e Afins e Renato participou do curso de Casqueamento (operação que consiste em aparar o casco de animais).

A hora da virada

Renato Miranda, dono da microempresa “Casco Forte”, acredita que é possível empreender, mesmo em cenários adversos. Assim como Alice, Renato também deu uma guinada na sua vida em 2015, quando fez o curso de Casqueamento em Bovinos, promovido pelo SENAR em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Tarumirim, do qual seu pai, Renato Abib, é presidente. “Até então nunca tinha prestado muita atenção no trabalho de casqueamento de animais. Não era comum na nossa região e nunca tinha visto um casqueador profissional antes”, conta Renato.

Neto e filho de produtores rurais, Renato tentou diversas atividades até encontrar uma maneira de obter lucro na zona rural. “Morei e estudei no exterior por 10 anos. Meu pai produzia leite no sítio com a ajuda de meu irmão, mas eu sempre tentava um empreendimento aqui e outro ali, porém perdia o interesse rápido. Quando voltei ao Brasil eles me indicaram os cursos do SENAR e fiz o de Casqueamento”.

Atento às oportunidades, Renato identificou a carência de casqueadores na região. “Ainda durante o curso fui logo comprando as ferramentas básicas para já sair trabalhando. Depois pesquisei muito, assisti a vídeos na internet sobre cascos, formas de tratamento, e mantive sempre contato com o instrutor Marcos Bolognani. Ele foi me orientando e com pouco tempo os primeiros clientes começaram a surgir”, lembra.

Formalização

Com ajuda do pai e do irmão, o mercado foi crescendo e Renato percebeu a necessidade de regularizar o negócio e criar a microempresa. “Descobri que existiam produtos no exterior que poderiam ajudar e facilitar nosso trabalho. Eu fazia em média 15 a 20 casqueamentos de animais por dia, enquanto lá fora a média de eficiência era de 40 a 60 animais. Entrei em contato com várias empresas americanas e europeias até conseguir ser atendido. Comprei alguns produtos importados e além de melhorar a qualidade do meu trabalho, dobrei a minha produção”, garante.

Faturamento em alta

Orgulhoso do seu trabalho e da própria eficiência, Renato Miranda revela que tem alto índice de recuperação de animais. “Desde o primeiro animal que cuidei até o último, o índice de recuperação é de 96%. Só em 2016, recuperei 1.795 animais, fiz 1.430 curativos e 465 tratamentos preventivos”, destaca.

Em termos financeiros, o faturamento da Casco Forte não decepciona. “Este trabalho é minha fonte de renda, mesmo com dificuldades estou conseguindo passar pela crise de maneira tranquila. Todo o lucro é reinvestido em equipamentos de primeira qualidade e última geração para atender meus clientes”.

Sabor de vitória

Foi percebendo uma lacuna no mercado que Alice resolveu investir no próprio negócio. “Sempre morei na zona rural. Sou filha de produtores e sempre tive vontade de crescer na vida, e o curso do SENAR me proporcionou isso em 2015. Vi, naquela ocasião, a grande oportunidade para ter o meu dinheiro e trabalhar fazendo uma coisa que eu amo”, revela.

Depois do curso, ela abriu a microempresa “Delice”, que produz iogurtes e doces. “O começo não foi fácil, mas acreditei no meu potencial. Tive que conquistar os clientes e, no começo, eu fazia tudo sozinha. Agora, tenho a ajuda da minha família”.

Produção com qualidade

“A primeira condição para a produção de derivados de leite de qualidade é a higiene. O bom queijo, requeijão, doce ou iogurte depende do jeito correto de manusear o leite, principalmente no que diz respeito à higiene. Neste curso, os participantes aprendem a fazer os produtos dentro das normas de higiene da Vigilância Sanitária e do Ministério da Agricultura, inclusive no processo de embalagem e rotulagem”, explica o instrutor José Ferreira da Conceição.

Orgulho

Renato Abib se orgulha da conquista do filho: “Ele está tendo um crescimento muito rápido. Atende a região leste de Minas, tem clientes no Triângulo Mineiro e recebeu convites para atuar no Paraná e em São Paulo. Ele participou do primeiro Simpósio Internacional de Claudicação em Bovinos, realizado em Curitiba, e na ocasião foi convidado a trabalhar com uma empresa na Nova Zelândia. Então isso só nos enche de orgulho”.

Renato também destaca a história de sucesso de Alice. “Tenho orgulho do trabalho feito por ela e de ter, de certa forma, proporcionado isso por meio do curso do SENAR”. O gerente regional do SENAR MINAS em Governador Valadares, Ulisses Silveira Costa, enfatizou a determinação dos ex-participantes. “Ficamos lisonjeados. É muito importante mostrarmos estes resultados e, desta maneira, ratificar a qualidade dos nossos cursos, que têm uma metodologia que favorece a aprendizagem, privilegiando a qualidade do produto final”.

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