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segunda-feira, 13 de novembro de 2017
MIP&D ajuda a combater pragas e doenças no café produzido em Campos Altos
Viviane Santana, de Uberaba

Campos Altos, apesar de estar no cerrado mineiro, tem clima diferenciado e tem no café sua base econômica desde o início do século XX. A região conhecida por ter produtos de altíssima qualidade, como o queijo, produz também cafés especiais, conceituados no Brasil e no mundo.

Para agregar ainda mais benefícios aos cuidados com a cafeicultura, o Sindicato Rural de Campos Altos, em parceria com o Senar Minas e a Unidade Avançada da Cooxupé - Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé, promoveu, durante três dias, o curso de MIP&D - Manejo Integrado de Pragas e Doenças.

A pessoa capacitada em trabalhar com o MIP&D conseguirá reconhecer todas as doenças e pragas do café, diminuir o número de pulverizações de defensivos agrícolas, e evitar o uso intenso desses químicos sem necessidade (o que acaba eliminando os predadores naturais), protegendo assim o meio ambiente e favorecendo a queda dos custos da produção do café.

O objetivo dessa estratégia não é o de eliminar as pragas por completo, mas reduzir sua população. Desta forma, seus inimigos naturais permanecem na plantação agindo sobre suas presas, favorecendo a volta do equilíbrio natural desfeito pelo uso indiscriminado de produtos agroquímicos.

“O produtor precisa sempre lembrar que a natureza está em equilíbrio. Quando os participantes terminam o curso de MIP&D, eles descobrem que estavam usando defensivos mesmo sem nenhuma praga ou doença para combater dentro da lavoura. A análise dos frutos e das folhas do pé de café vai determinar o momento certo de entrar com um produto, reduzindo a quantidade de utilização. Tudo isso somado se traduz em manejo adequado e menos gastos”, explica o instrutor Rodrigo Calili.

A Fazenda Agropecuária Santa Maria é um exemplo de que o curso muda positivamente a rotina dentro dos cafezais. Após o curso, a turma avaliou a plantação e concluiu que a aplicação de produtos para combater o bicho mineiro, ferrugem, cercospora, mancha aureolada, phoma e cigarra não precisará ser feita, já que as pragas não foram encontradas.

“Se pensarmos em valores, existem produtos caros e o prejuízo ao utilizá-los sem necessidade é muito grande, ultrapassando os 30 mil reais - este foi o valor que a propriedade economizou. Desta forma, toda propriedade que tem um responsável por fazer a avaliação do cafezal e de doenças e pragas sai na frente e, certamente terá mais lucro.”, disse Rodrigo.

Colaboradora da fazenda, Natália Frazão foi a única mulher na turma composta por mais nove homens. Segundo ela, o começo lhe pareceu difícil, mas a vivência, as aulas práticas e o respeito fizeram desta um dos melhores cursos que já fez.

“A capacitação está sendo uma experiência inexplicável, pois é mais uma forma de me aprofundar na cultura cafeeira. Acredito que para nós mulheres é de suprema importância nos aprimorarmos, para mostrar que somos capazes de trabalhar em todas as áreas. Os treinamentos do Senar são maravilhosos e, além de aprender, fiz amigos e conheci um instrutor brilhante”, ressaltou Natália.

Segundo a mobilizadora do Sindicato, Tatiana Aparecida de Oliveira, a procura pela capacitação está indo bem, e já tem demanda para mais treinamentos em 2018.

“Temos uma parceria com Cooxupé para capacitar os produtores e funcionários que tem propriedades certificadas. Para o próximo trimestre, mais capacitações devem ser realizadas e, desta forma, atenderemos mais propriedades para que elas tenham um manejo mais eficiente e assim, melhorem ainda mais o café produzido em nossa região”.

Dicas contra a Broca do Café

A Broca do Café e a principal praga do café e causa diversos estragos diretamente, mas é possível diminuir a incidência dela nas lavouras. Após a colheita, a indicação é que sejam eliminados os grãos que ficaram no pé e no chão.

“O controle é cultural, porque com a limpeza dos pés de café o produtor conseguirá quebrar o ciclo da praga, que se alimenta desses grãos. Sem ter comida, ela acaba morrendo de fome e, consequentemente, o ciclo é quebrado sem nenhum uso de defensivo agrícola”.

Funciona assim: quando vierem os frutos - 90 dias após a primeira florada -, é o momento em que a broca começa a agir furando os frutos. Esta é a hora de começar a fazer o monitoramento, para observar se tem presença da praga. Só depois desta identificação é que se deve tomar a decisão de aplicar ou não defensivos.

“Outro grande problema é a praga que vem de lavouras vizinhas. Por isso, é indicado fazer o uso de barreiras naturais, como cercas vivas (controle físico), para que as brocas do vizinho não passem para outras lavouras”, encerra Rodrigo Calili, instrutor do curso.

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