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quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Senar lança curso para combater o Greening, doença que tem preocupado citricultores
Lisa Fávaro, de Lavras

Joaquim Alves Sobrinho é produtor de café e citros na cidade de Perdões. Ele tinha plantado na propriedade 1600 pés de mexerica e teve que erradicar 800, afetados pelo greening. “Está difícil. Fiz um financiamento de 15 mil reais no banco e não vou ter colheita. O meu prejuízo será de 30 mil reais”, conta o produtor.

O greening ou huanglongbing (HLB) é a pior doença dos pomares de frutas cítricas, e já devastou plantações de várias regiões do país. A doença, que é causada por uma bactéria (Candidatus liberibacter asiaticus), deixa as folhas amareladas e os frutos deformados. Ela é transmitida por um inseto (Psilídeo diaphorina citri) pequeno, que tem de 2 a 3 milímetros. A única solução para exterminar a doença é arrancar a planta e a raiz.

Uma planta sem a doença dura entre 20 a 25 anos e, segundo os citricultores, a produção é rentável. Nélio Carlos Alvarenga tem 1400 pés de citros. Toda a produção é comercializada na região do sul de Minas. Ele também identificou a doença em três plantas. “Eu não conhecia essa doença, quando descobrir entrei em pânico”, diz o citricultor. Joaquim Alves fez até uma armadilha caseira, e tem dado certo. “Utilizei um pedaço de madeira, uma fita adesiva e distribuí nos pés. Foi uma forma que encontrei de ajudar no controle”.

Para orientar o citricultor de Minas Gerais, o Senar Minas criou um curso de Greening e promoveu o piloto em Perdões. O treinamento foi aplicado pelo engenheiro agrônomo Henrique Frederico Santos e teve o acompanhamento do analista da Formação Profissional Rural (FPR) Harrison Belico. Apesar de piloto, a capacitação já tem procura.

De acordo com Henrique, o inseto pousa no alto da planta, onde depositada os ovos. A identificação deve ser feita com uma lupa. A praga já alastrou nas plantações do sul de Minas. Só no município de Perdões, 160 hectares da cultura de citros foram atingidos. A situação é preocupante. Além da perda no campo, a geração de emprego, por conta da colheita manual, também deve cair.

No Brasil a doença foi descoberta em 2004, nos pomares de São Paulo. Na região do sul de Minas ela foi detectada um ano depois. O greening representa um enorme risco na sustentabilidade do agronegócio citrícola, pois uma vez contraída a doença, a única forma de combater é arrancar a planta doente. O ideal, segundo Henrique, é fazer uma inspeção de toda a cultura. Caso seja detectada a bactéria, marcar a planta e arrancá-la.

O monitoramento deve ser feito quatro vezes ao ano e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) deve ser comunicado sobre a doença. O citricultor precisa apresentar inspeções a cada trimestre; e a cada seis meses fazer o monitoramento e enviar a avaliação. Normalmente esse trabalho é feito em janeiro e julho.

A doença não tem cura, mas tem métodos de controle do inseto vetor. O monitoramento na área urbana é fundamental para evitar o avanço para o meio rural. A murta, por exemplo, é uma planta hospedeira – e em Perdões tem várias. A intenção dos citricultores é realizar uma reunião com a população e autoridades do município, explicar o problema e sugerir que as árvores sejam cortadas. Com essa atitude é possível exterminar a bactéria.

No final do curso, o grupo decidiu criar uma Comissão Municipal de combate ao Greening. O plano de ação envolverá o instrutor Henrique, que atuará como voluntário, a Emater, o IMA, o Sindicato dos Produtores Rurais e a Câmara de Vereadores de Perdões, representada pelo mobilizador Adilson Johnny Monteiro de Alvarenga. A ideia inicial é realizar uma reunião com o poder executivo e o Ministério Público para apresentar as propostas.

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